dezembro 12, 2005

Cronologia IV


CRONOLOGIA CUF – IV
CRONOLOGIA DA QUIMIGAL, S.A.
(SOCIEDADE DE CAPITAIS PÚBLICOS)
ATÉ À 1ª FASE DA REPRIVATIZAÇÃO
(1989 – 1997)
1ª VERSÃO (AGOSTO, 2002)

- - - « « « «» » » » - - -



CORRESPONDE ESTE VOLUME AO 4º DE UMA SÉRIE QUE SE INICIOU COM A CHAMADA “CRONOLOGIA DO CENTENÁRIO”, EM QUE SE TRANSCREVEU A “SCANNER” O TEXTO EDITADO NO N.º 17 DA REVISTA “INDÚSTRIA”, EDITADO EM 1965 E COMEMORATIVO DO CENTENÁRIO DA CUF. COBRE-SE AGORA A FASE FINAL DA QUIMIGAL COMO EMPRESA DE CAPITAIS PÚBLICOS E DEFRONTA-SE UMA DIFICULDADE METODOLÓGICA CARACTERÍSTICA DESTE PERÍODO: DE FACTO, DESPROVIDA DO PAPEL DE INTERVENIENTE DIRECTO NO PROCESSO PRODUTIVO DESDE 1991-1992, A QUIMIGAL, S.A. TORNA-SE NELE UMA VERDADEIRA SGPS PELO QUE A SUA ACTIVIDADE SE REVÊ, ESSENCIALMENTE, NA ACTIVIDADE DAS SUAS PARTICIPADAS. É ISTO O QUE O TEXTO, BASTANTE EXTENSO PELA NECESSIDADE DE ABRIR TODOS OS CAMPOS ASSIM DETERMINADOS, PROCURA REALIZAR.
POR ESTRITA RAZÃO DE HOMOGENEIDADE, REDUZIU-SE O TERMO SUPERIOR DO INTERVALO TEMPORAL CONSIDERADO NESTA CRONOLOGIA, LEVANDO-O APENAS ATÉ AO EXERCÍCIO EM QUE DECORREU A 1ª FASE (90% DO CAPITAL SOCIAL) DO PROCESSO DE REPRIVATIZAÇÃO DA QUIMIGAL (1997) E NÃO ATÉ À CONCLUSÃO DESTE (1998) OU AO RESTABELECIMENTO DA DESIGNAÇÃO CUF NA SOCIEDADE ADQUIRENTE, QUIMIGEST, S.A. (1999). UMA OPORTUNA EXTENSÃO CRONOLÓGICA ATÉ À ACTUALIDADE DESTA LISTAGEM, COM REALIZAÇÃO SEPARADA, INCLUIRÁ NECESSARIAMENTE ESSES EVENTOS.
DIR-SE-Á, COMO ADVERTÊNCIA, QUE OS TEXTOS JUNTOS, AINDA QUE TRANSCREVENDO-OS EM GRANDE EXTENSÃO, NÃO SÃO UMA REPRODUÇÃO LITERAL DOS RELATÓRIOS E CONTAS DA QUIMIGAL S.A. REFERENTES AOS EXERCÍCIOS ABRANGIDOS (E DA QUIMIGEST S.A. PARA 1997). ASSIM, TENDO EM CONTA A REDACÇÃO ABREVIADA QUE MUITAS VEZES SE ADOPTOU, A PRESENTE CRONOLOGIA NÃO DISPENSA, PARA FINALIDADES MAIS PRECISAS, O EXAME DESSES MESMOS TEXTOS NAS SUAS FONTES ORIGINAIS. REFERÊNCIAS DIFERENTES OU COMPLEMENTARES DESSES RELATÓRIOS SERÃO PONTUALMENTE IDENTIFICADAS. COMO AS ANTERIORES, POSTERIORES À “CRONOLOGIA DO CENTENÁRIO, A PRESENTE CRONOLOGIA MANTÉM-SE EM ABERTO PARA OPORTUNAS ADIÇÕES / RECTIFICAÇÕES.
J. M. LEAL DA SILVA
LAVRADIO, AGOSTO DE 2002
Versão V1 (Agosto 2002)

CRONOLOGIA IV: DA QUIMIGAL, S.A. DE CAPITAIS PÚBLICOS (1989) À 1ª FASE DO PROCESSO DE REPRIVATIZAÇÃO (1997)

1989
- "O ano de 1989 representou (. ..) uma viragem essencial para a sobrevivência da Empresa e determinante para o seu futuro, devido a dois factos de enorme relevância:
-um, a transformação da Quimigal Química de Portugal, E.P. em sociedade anónima de capitais maioritariamente públicos, operada pelo Decreto- Lei nº 25/89, de 20 de Janeiro;
-o outro, o seu parcial saneamento financeiro efectuado pela assumpção, por parte do Estado, de 48 milhões de contos do seu passivo."
- Verifica-se assim o lançamento integral do plano global de reestruturação, elaborado desde 1985 e entretanto aprovado pelo Governo, com as seguintes orientações fundamentais (algumas das quais já em curso):
-encerramento de unidades produtivas sem viabilidade económica;
-ajustamento de efectivos;
-elaboração de um plano estratégico concedendo coerência ao conjunto participações existentes/ novas empresas a criar;
-autonomização progressiva de negócios e serviços no horizonte de 1990/1991.
- São criadas as seguintes empresas, como resultado de autonomização de negócios:
-AGROQUISA, S.A. , a partir da Divisão de Produtos Agroquímicos (em Agosto);
-NUTASA, S.A. , originária da Divisão de Produtos para a Pecuária (em início de Novembro).
-CUF TÉXTEIS,S.A. , devida à autonomização da Divisão de Texteis para o Lar (em Dezembro);
-PLASQUISA, S.A. , resultante da componente de Plásticos da Divisão de Plásticos e Especialidades Químicas (em Dezembro); e
-QUIMIPARQUE, S.A. , formada com base na área de Serviços da Divisão de Infraestruturas Industriais e que explorará, numa primeira fase, o complexo industrial do Barreiro como Parque Industrial (em Dezembro).
- É elaborado e apresentado ao Accionista um Plano Estratégico, considerado como adquirido e em aplicação, que precisa a actuação da QUIMIGAL,S.A. como empresa "holding". Ao GRUPO QUIMIGAL é atribuída, segundo aquele Plano, uma significativa componente industrial, actuando em áreas de actividades relativamente homogéneas (agropecuária, produtos de grande consumo, embalagens e plásticos e produtos químicos para a Indústria).
- São alienados:
-o Negócio das Especialidades Químicas (no início de Novembro); e
-a participação na INTERCUF (Brasil).
- Prosseguem as acções incluídas no plano de reestruturação do sector adubeiro, incluindo a conclusão das acções anteriormente citadas, e ainda:
-o encerramento definitivo das instalações de produção de ácido sulfúrico por Contacto nºs 6 e 7, no Barreiro;
-a aquisição nos Estados Unidos de uma instalação de nitração adiabática, que restabelecerá o "balanço de água" em Estarreja e eliminará a onerosa produção de sulfato de amónio de má qualidade;
-a revisão e arranque da fábrica de nitroamoniacais no Lavradio, permitindo um adubo granulado com boa consistência;
-o início dos trabalhos de construção dos entrepostos do Pocinho, Estarreja, Barcelos, Fundão e Beja; e ainda
-diversos investimentos de carácter ambiental.
- Encerra definitivamente a Actividade Cobre, no Barreiro. A instalação de metalurgia do cobre do Barreiro é cedida, por usufruto, a uma empresa estrangeira que, no local, procede à recuperação dos metais contidos em sucatas especiais (da indústria electrónica); esta operação dura até 1992.
- O equipamento da instalação de produção de fibra de vidro, no Barreiro, inactiva desde 1985, foi vendido a uma empresa estrangeira, que procedeu ao respectivo desmantelamento e exportação.
- A QUIMIGAL passa a deter a totalidade do capital social da UNISOL e inicia um conjunto de acções visando o estabelecimento de uma "joint-venture" com um parceiro internacional já implantado em Portugal.
- É constituída a SERCARGA -Sociedade de Movimentação de Cargas,Lda, que por sua vez adquire 70% do capital social da ATLANPORT e 90% do capital social da GRANOTRANS.
- A QUIMIGAL participa no ICDS -Industry for Development Services / AMSCO, tendo em vista as participações em Africa e actuações no campo da cooperação.
- As alienações de património imobiliário não afecto incluem o terreno na Av. Infante Santo, junto à Sede.

1990
- É obtido, no início do exercício, mas reportado em efeitos a Janeiro de 1989, o acordo das Comunidades Europeias quanto ao programa de reestruturação da QUIMIGAL, o que permite desencadear as actuações ainda em suspenso desse programa.
- A QUIMIGAL apresenta um resultado positivo em 1990 (cerca de 418 mil contos), após 10 anos de exercícios consecutivos com resultados negativos.
- São criadas, a partir da componente produtiva da QUIMIGAL, as seguintes empresas:
-QUIMITÉCNICA -Serviços, Comércio e Indústria de Produtos Químicos, S.A. , em Junho, a partir de parte da ex-Divisão de Química Inorgânica e Metais;
-LUSOL -Companhia Lusitana de Óleos, S.A. , em Outubro, a partir da ex-Divisão de óleos e Sabões; e
-QUIMIGAL ADUBOS, S.A. , em Dezembro, a partir da ex-Divisão de Adubos.
- Ao nível de autonomização de serviços são criadas as seguintes sociedades:
-ENEF -Empresa de Energia e Fluidos, Lda. , em Junho, partindo do Departamento de Energia e Fluidos da ex-Divisão de Infraestruturas Industriais, do Barreiro;
-S.G.Q.-Mediadora de Seguros, Lda. , criada em Setembro, a partir do Serviço de Gestão de Seguros;
-LABORMEDIC, integrando o Serviço de Medicina no Trabalho do Barreiro, em Setembro;
-FÓRUM ATLÂNTICO, Sociedade de Consultores em Desenvolvimento Empresarial,S.A. , constituída em Outubro, com base na área de Formação da Direcção Central de Recursos Humanos.
- A prática conclusão do processo de reestruturação e a insuficiente cobertura para o endividamento da Empresa, obtida como contrapartida e originada nas empresas entretanto criadas, torna necessário um saneamento financeiro complementar, com meios próprios. A alienação das empresas recém-criadas é, com esse objectivo, possibilitada pelo Decreto-Lei nº 319/90, de 15 de Outubro (alterando os estatutos da Empresa) , que será complementado, já em 1991, pelo Decretos-Leis nº 128/91, de 22 de Março (definindo as regras e procedimentos a adoptar nessas alienações) e 321/91, de 26 de Agosto.
- Decorrente da nova configuração empresarial da Empresa, é lançado um primeiro modelo de controle de gestão das Participadas.
- Concretiza-se a venda das seguintes participações da QUIMIGAL:
-no início do ano é assinado um protocolo para alienação parcial da participação da QUIMIGAL nas empresas do Agrupamento UNISOL (incluindo SONADEL, UNICLAR, SERVISAN e FLORAL) o que conduz á constituição, com a COLGATE-PALMOLIVE, de uma "joint-venture" -a UNISOL, S.A. -da qual a Quimigal detém 30%;
-na QUIMIBRO (que detém a participação na COMPANHIA PORTUGUESA DO COBRE), em Março;
-na SOTINCO (que detém a participação na JOTUM-TINCO); em Julho; e
-já no fim do exercício é assinado o protocolo para venda das participações na LUSOFANE (que detém a participação na AGROPLÁSTICA) e ECOPLÁS.
- Prosseguiu a alienação de património imobiliário não afecto à exploração. As alienações concretizadas em 1990 incluem a “Colónia de Férias” de Almoçageme, e o “Depósito de Braga”.
- Os Serviços de Formação Profissional, no Barreiro, são cedidos ao Instituto de Emprego e Formação Profissional (por protocolo firmado em Abril), para desenvolvimento de um polo de extensão de actividades de formação profissional, dirigidas à manutenção industrial.
- Os serviços rodoviários e ferroviários da ex-D.I.I. / Barreiro, são transferidos, respectivamente para a ATLANPORT e a QUIMIGAL ADUBOS.
- Reduzem-se substancialmente os efectivos da QUIMIGAL,S.A. , devido em grande parte à autonomização do Negócio Adubos (2050 efectivos) e Anilina (178). Procede-se à reorganização de serviços e alterações na composição estrutural da população da Empresa, com 207 efectivos em 31 de Dezembro.
- A denominação da Participada QUIMATEX é modificada para TANQUIPOR-Movimentação e Armazenagem de Líquidos,Lda., em Novembro, na sequência da aquisição da quota pertencente a Van Ommeren (International) B.V. .
- As participações na GAZETA DAS ALDEIAS e QUIMIPEDRA são assumidas, respectivamente, pelas Participadas, QUIMIGAL ADUBOS e QUIMITÉCNICA..
- Prossegue a reestruturação e desenvolvimento do Negócio Adubos, sendo de salientar as seguintes acções:
-construção e montagem da instalação de nitração adiabática, em Estarreja (após desmontagem e transporte desde os Estados Unidos); esta instalação arranca no âmbito da AP-ANILINA DE PORTUGAL, atingindo, com sucesso, os objectivos designados para o projecto;
-contrato de instalação do sistema integrado para gestão;
-entrada em funcionamento dos entrepostos do Pocinho e Estarreja e construção dos do Barreiro, Beja e Fundão;
-concretização de investimentos específicos de protecção ambiental e tratamento de efluentes, no Barreiro e Lavradio;
-realização de investimentos de melhorias de fabrico e de controlo de qualidade;
-encerramento definitivo das fábricas de ácido fosfórico e do Contacto 5, no Barreiro;
-redução ao mínimo da produção de uma das granulações no Barreiro, de uma unidade de superfosfatos e de uma das fábricas de ácido nítrico em Alverca;
-início no Barreiro da produção da linha "Blend" , excelentemente aceite pela Lavoura alentejana; e
-activação de meios de relação com a Lavoura.
- No campo dos produtos químicos, a constituição da QUIMITÉCNICA incluiu a transferência para a nóvel sociedade das unidades industriais de sulfato de alumínio, sulfatos alcalinos/ácido clorídrico, fosfato dicálcico, cal, armazenagem e expedição de ácido sulfúrico, tratamento de resíduos industriais e áreas de comercialização e assistência técnica. Todas as restantes instalações (tratamento de cinzas de pirite, sulfato de sódio D, sulfato de cobre, zinco metálico) foram gradualmente encerradas, sendo "de salientar que esta transformação envolveu aspectos de grande complexidade e algum melindre, dado o número de postos de trabalho que tiveram de ser suprimidos e as alterações de enquadramento do encerramento do "ciclo industrial da pirite" no Barreiro, que durara perto de 90 anos .
- A QUIMIGAL intervém na constituição da QUIMIPEDRA, uma "joint-venture" dirigida ao abastecimento da QUIMITÉCNICA (que em 1991 assume a respectiva participação) com matéria prima (calcáreo) para o forno da cal.
- A unidade de produção de zinco metálico, juntamente com a área hidrometalúrgica da instalação de peletização de cinzas de pirite (“Kowa-Seiko”), foi vendida a uma empresa estrangeira, que prosseguiu durante algum tempo a respectiva operação no Barreiro.
- Foi extinta a Direcção do Projecto Cobre.
- A ATLANPORT expandiu as suas actividades para a área de Aveiro, por aquisição de 90 % do capital social de uma empresa já aí existente, que toma a denominação de ATLANPORT /SERPORAVE Operadores Portuários de Aveiro, Lda..
- Integram-se também na ATLANPORT, em 31 de Dezembro, os serviços fluviais da Quimigal (Barreiro).
- A actividade da QUIMIPARQUE é alargada ao Parque de Estarreja, cuja gestão lhe é confiada a partir de Janeiro de 1991.
- É constituído o Grupo de Trabalho de Desactivação de Equipamento, sediado no Barreiro, para proceder à inventariação e alienação de diversas unidades fabris encerradas.
- Como seria de esperar de todas as alterações referidas, a mobilidade de pessoal, em 1990, foi bastante elevada, tendo-se verificado 3946 movimentações.

1991
- Factores mais relevantes de 1991:
-resultados líquidos do exercício de 9,4 milhões de contos;
-"cash-flow" de 14,6 milhões de contos;
-redução em 10,4 milhões de contos do endividamento global da Empresa;
-finalização do processo de reestruturação, concluindo o processo de transformação da empresa QUIMIGAL, como existente até 1989, para a actual configuração empresarial tipo "holding".
- A QUIMIGAL S.A. deixa assim de ter actividade industrial.
- Complementa-se o processo de autonomização de empresas industriais e de serviços, com a constituição das seguintes sociedades:
-L.P.Q.-Laboratórios Pro-Qualidade,S.A. , em Janeiro, a partir dos serviços de controle industrial/ laboratório central, da ex-D.I.I.(Divião de Infraestruturas Industriais) Barreiro;
-A.T.M.-Assistência Total em Manutenção,S.A. , em Fevereiro, a partir dos serviços de apoio à
manutenção / oficinas centrais, da ex-D.I.I./ Barreiro;
-A.P.-Anilina de Portugal, S.A. , em Abril, a partir do negócio/ unidade fabril anilina, em Estarreja;
-AQUATRO -Projectos de Engenharia, S.A. , em Abril, a partir dos serviços de projectos e estudos de engenharia, da ex-D.I.I./ Barreiro;
-ERMI-Empresa Revendedora de Materiais Industriais, Lda. , em Abril, com origem nos serviços de aprovisionamento de materiais de consumo geral afectos à ex-D.I.I./ Barreiro; e
-CUFTRANS -Transitários, S.A. , a partir dos serviços aduaneiros, em Lisboa.
- O Governo produz legislação adequada, iniciada no ano anterior pelo Decreto-Lei nº 319/90, de 15 de Outubro, e agora prosseguida pelos Decretos-Leis nº 128/91, de 22 de Março, que permite abrir o processo de alienação das novas empresas criadas a partir da QUIMIGAL,S.A. (enquanto que a alienação de participações já existentes à data das nacionalizações se manteve sujeita à disciplina da Lei nº 71/88, de 24 de Maio, complementada pelo Decreto- Lei nº 328/88, de 27 de Setembro) e nº 321/91, de 26 de Agosto, autorizando a venda directa das participações detidas pela QUIMIGAL nas empresas AGROQUISA, NUTASA, PLASQUISA, CUF-TÊXTEIS, QUIMITÉCNICA, LUSOL E ANILINA DE PORTUGAL.
- - Assim, a coberto da legislação referida e porque se tornou necessário proceder a alienações para assegurar a fase complementar de saneamento financeiro com meios próprios, foram conduzidas, como mais significativas durante 1991, as seguintes:
-de participações financeiras minoritárias:
-UNISOL;
-PREVINIL; e
-IPE.
-de empresas (venda total):
-LUSOL (incluindo SOVENA e participação da QUIMIGAL na INDUVE) [mas permanecendo na COMFABRIL a participação desta na INDUVE, aliás em esclarecimento];
-CUF TEXTEIS; e
-NUTASA;
-de património imobiliário:
-diversos imóveis, dentre os quais se destaca, pelo seu significado histórico, a Fábrica Sol, em Lisboa;

1992
GERAL:
- Foi este o primeiro exercício em que a Empresa não desenvolveu qualquer actividade industrial ou comercial, tendo sido a sua actuação já exclusivamente orientada para o acompanhamento da actividade das suas empresas participadas e a gestão da carteira de participações.
- Este exercício corresponde ao primeiro ano do actual conselho de administração, eleito na assembleia-geral de 5/5/1992 para o triénio 1992/1994.
- Os resultados líquidos do exercício foram positivos (0,439 M contos), facto registado pelo 3º ano consecutivo;
- O “cash-flow” atinge 1,2 M contos;
- Houve uma redução em 5,2 M contos do endividamento global (que passa de 23,2 M contos para 18,0 M contos).
DISPENSA DE CONSOLIDAÇÃO DE CONTAS DO GRUPO QUIMIGAL:
- Como a QUIMIGAL, na procura do indispensável reequilíbrio financeiro, decorrente do processo de reestruturação, alienou várias empresas do Grupo, com redução significativa do volume das suas operações, afastando-se de uma continuidade dentro de um universo estável, foi dispensada de fazer a consolidação da contas do exercício (nos termos do art. 4/a do DL 238/91). Da criação de novas empresas, por transferência patrimonial (art. 28º do CSC) resultam mais-valias que podem ser afectadas quando da alienação dessas empresas, que resultariam variações patrimoniais vultosas que, por sua vez, distorceriam as contas consolidadas.
QUIMIGAL – QUÍMICA DE PORTUGAL, S.A. / GESTÃO CORRENTE:
- Uma prévia regularização de edifícios junto das entidades competentes precedeu a indispensável integração de imobilizados corpóreos em algumas das empresas criadas.
- Foi assim possível, já próximo do termo de 1992, proceder ao 2º aumento de capital da QUIMIGAL ADUBOS ( de 6,1 Mc para 10,71 Mc) por transferência de terrenos e edifícios no Complexo de Alverca e alguns edifícios implantados no Parque Industrial do Barreiro / freguesia do Barreiro – ficando, para completar, pendentes de superação, processos ligados à regularização de património localizado no Parque Industrial do Barreiro / Freguesia do Lavradio e de Estarreja.
- No primeiro aumento de capital da QUIMIPARQUE (de 5 Kc para 165 Kc) foram integrados equipamentos de utilização nos Parques Industriais do Barreiro e Estarreja, cuja exploração e gestão lhe estão confiadas.
- A nova configuração empresarial determinou o aprofundamento do controle regular e frequente, nos moldes já iniciados em 1991, das sociedades participadas.
- Reconheceu-se a necessidade de adaptação, em algumas das empresas de serviços que foram criadas, dos efectivos humanos às condições reais do mercado, com salvaguarda, tanto quanto possível, dos postos de trabalho e solicitaram-se estudos detalhados para fundamentação de apoios financeiros, apenas concedidos quando demonstrada a sua essencialidade para garantir a viabilidade económica.
- Numa perspectiva de viabilização da ATM, o capital social desta foi elevado, por entrada de dinheiro fresco, de 50 Kc para 100 Kc.
- Em consequência da orientação anteriormente indicada, foi tomada a decisão de encerramento da ERMI.
- Procedeu-se à alienação parcial (30%) do capital da TANQUIPOR e à alienação total da PLASQUISA (RCM 44/92, de 26/11) e das Obrigações do Tesouro 1977. Para a minimização da menos-valia na alienação da PLASQUISA, já prevista em 1991, constituiu-se então uma reserva.
- Durante o exercício, decorreu o processo de alienação da QUIMITÉCNICA, mas esta só se concretizará em 1993 por aguardar a correspondente RCM, com parecer sobre o mérito das propostas recebidas.
- Pelo referido, a carteira de participações sofreu um aumento de 4,8 Mc e uma redução de 1,1 Mc.
- Procedeu-se à alienação dos imóveis da Rua dos Douradores (Lisboa) e da Rua do Bolhão (Porto), ambos pelo total de 300 Kc; ao distrate de arrendamento (110 000 contos) e à venda de cinzas de pirite e ao desmantelamento de fábricas (390 000 contos).
PESSOAL, REFORMADOS E PENSIONISTAS:
- A evolução dos efectivos do Grupo foi de 3283 em 31/12/1992 para 2455 em 31/12/1993.
- Na QUIMIGAL os efectivos, excluindo prestações de serviço e estagiários, são de 181 elementos (148 do quadro permanente e 33 de situações especiais), com 79+31 H e 89+2 M. Nível etário médio a 31/12/1992: 47,0 (50,4 H e 41,7 M); nível de antiguidade: 21,0 (22,9 H + 18,0 M).
- Menos 374 reformados e pensionistas em 1992 que em 1991 (5884 / 5510 no total, sendo 4414 / 4031 reformados e pensionistas e 1470 / 1479 sobrevivos), fomentada através de uma política realista de resgates.
NAS SOCIEDADES PARTICIPADAS:
AGROQUISA – AGROQUÍMICOS; S.A. (“AGROQUISA”):
- Racionalização e adequação de estruturas e informatização de todos os serviços financeiros e comerciais, permitindo uma significativa redução dos prejuízos de exploração relativamente aos de 1991.
A.P. – ANILINA DE PORTUGAL, S.A. (“ANILINA DE PORTUGAL”):
- Como consequência dos investimentos realizados no ano anterior, aumento da produção de mononitrobenzeno e de anilina (que atingiu cerca de 47000 toneladas, i.e. + 15% que em 1991).
- “É realizado um primeiro concurso para a alienação da ANILINA DE PORTUGAL, cuja data para a recepção de propostas terminou em 9/12/92, sem que tivesse existido qualquer entidade interessada” [“Livro Branco”, pag.36]
AQUATRO – PROJECTOS E ENGENHARIA, S.A. (“AQUATRO”):
- A redução de investimentos e a concorrência externa de empresas maiores afecta os resultados, que, não obstante, se mantém positivos.
ATLANPORT – SOCIEDADE DE EXPLORAÇÃO PORTUÁRIA, S.A. (“ATLANPORT”):
- A actividade da ATLANPORT é afectada pela indisciplina verificada quanto à observação da legislação, no porto de Lisboa, alterando as condições de concorrência.
- Resultado escassamente positivo.
- Na ATLANPORT /SEPORAVES (100% ATLANPORT) prosseguem as medidas de racionalização e reorganização iniciadas em 1991.
ATLANSUL – INTERCÂMBIO COMERCIAL ATLÂNTICO SUL, IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO, S.A. (“ATLANSUL”):
- Apesar da redução da procura para agricultura, prossegue um plano de racionalização de estruturas, quer a nível central quer de Lojas, beneficiando de melhor articulação com a AGROQUISA.
ATM – ASSISTÊNCIA TOTAL EM MANUTENÇÃO, S.A. (“ATM”):
- Prossegue o esforço de racionalização e aumento de competitividade no mercado, de que se espera a recuperação dos resultados negativos obtidos, procedendo-se a um aumento de capital de 50Kc para 100Kc, em dinheiro, totalmente subscrito pela QUIMIGAL.
CUFTANS – TRANSITÁRIOS, S.A. (“CUFTRANS”):
- O efeito da redução da actividade aduaneira, em consequência da entrada em vigor, em Janeiro de 1993, do Mercado Comum Europeu, afectou a actividade aduaneira, pelo que se procurou incentivar a actividade transitária e a redução de custos.
ENEF – EMPRESA DE ENERGIA E FLUIDOS, LDA. (“ENEF”):
- Actividade regular. Obtenção de 400 linhas telefónicas, que posteriormente cedeu aos utentes do Parque Industrial do Barreiro.
ERMI – EMPRESA REVENDEDORA DE MATERIAIS INDUSTRIAIS, LDA. (“ERMI”):
- Decisão de encerramento, por falta de sustentabilidade económico financeira.
FISIPE – FIBRAS SINTÉTICAS DE PORTUGAL, S.A. (“FISIPE”):
- Ano pouco uniforme, em termos de resultados semestrais, mas mantidos resultados e “cash-flow” ao nível do ano anterior. Esforço para penetrar em mercados externos, especialmente extra-comunitários. Os investimentos realizados, que totalizaram, na FISIPE, mais de 1 M de contos, visam a produção de artigos com cada vez maior valor acrescentado.
FORUM ATLANTICO – SOCIEDADE DE CONSULTORES EM DESENVOLVIMENTO EMPRESARIAL, S.A. (“FORUM ATLÂNTICO):
- Inverte a grande dependência que tinha da QUI;MIGAL e participadas e centra as suas actividades na desmobilização de efectivos, no recrutamento e selecção, na avaliação de desempenho, formação, liderança situacional e prestação de serviços de gestão administrativa de pessoal e de contabilidade. Resultados favoráveis.
INTERGAL ESPAÑOLA, S:A. (“INTERGAL”) (Madrid, Espanha):
- Mantém a actividade num cenário de recessão. Problemas de fornecimento quer de plásticos, por razões logísticas, que de produtos QUIMIGAL, por razões de preço. Resultados favoráveis.
LPQ – LABORATÓRIOS PRO-QUALIDADE, S.A. (“LPQ”):
- É afectada pela redução de serviços para sociedades do Grupo. O esforço para penetrar noutros mercados não permite compensar as perdas. Apoio do PEDIP para apetrechamento do laboratório, visando melhorar a produtividade e a eficiência de resposta dos serviços em análise de águas e de produtos alimentares.
PLASQUISA – PLÁSTICOS AGRO-INDUSTRIAIS, S.A. (“PLASQUISA”):
- Alienação global (RCM 44/92, de 26 de Novembro de 1992)
QUIMIBOL, AG (“QUIMIBOL”) (Zug, Suíça):
- Novo máximo de vendas, com resultados favoráveis.
QUIMIGAL ADUBOS, S.A. (“QUIMIGAL ADUBOS”):
- Ano péssimo para a actividade adubeira devido à redução do consumo de adubos (seca excepcional, ausência da campanha de antecipações, efeitos directos e psicológicos da PAC e importação de adubos pela EPAC) e instabilidade no mercado do amoníaco (mercado perturbado pela concorrência desenfreada dos países de Leste). Próximo do fim do ano, procedeu-se ao segundo aumento de capital, através da transferência de terrenos e edifícios no Complexo Industrial de Alverca e alguns dos edifícios implantados no Parque Industrial do Barreiro. Ficaram pendentes, para completar o processo desta sociedade, problemas ligados à regularização de património no Parque Industrial do Barreiro, Freguesia do Lavradio, e no Parque Industrial de Estarreja (ver detalhe em GESTÃO CORRENTE).
QUIMIPARQUE – PARQUES INDUSTRIAIS DA QUIMIGAL; S.A. (“QUIMIPARQUE”):
- Sucesso de receitas e de aumento do número de clientes., que no final atingiu as duas centenas. Concretizou-se o primeiro aumento de capital, de 5000 para 165000 contos, por integração nesta de imobilizado corpóreo da QUIMIGAL, através de equipamentos de utilização nos Parques Industriais do Barreiro e de Estarreja, cuja exploração e gestão lhe estão confiadas. (ver detalhe em GESTÃO CORRENTE). Iniciam-se os trabalhos de recuperação da área Norte do Parque Industrial do Barreiro com o apoio do programa RENAVAL, despendendo-se em 1992 75000 contos. Resultados favoráveis.
QUIMITÉCNICA – SERVIÇOS; COMÉRCIO E INDÚSTRIA DE PRODUTOS QUÍMICOS; S.A. (“QUIMITÉCNICA”):
- Aumento do esforço de racionalização de efectivos, com dispêndio de 315000 contos e, rescisões de pessoal excedentário, para assegurar competitividade. Nos termos do Caderno de Encargos aprovado pela resolução de Conselho de Ministros nº 10/92 é realizado, no 4º trimestre, o concurso para a respectiva privatização que não se concretiza em 1993 por falta da RCM de aprovação da apreciação de propostas.
SERCARGA – SOCIEDADE DE MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS, S.A. (“SERCARGA”):
- Mantém a função de controlo e participação na ATLANPORT (65%), GRANOTRANS (90%) e CUFTRANS (20%). Exploração equilibrada, encerrando com resultado positivo que absorveu prejuízos anteriores.
SGQ – MEDIADORA DE SEGUROS; LDA (“SGQ”):
- Resultado positivo e acção regular.
TANQUIPOR – MOVIMENTAÇÃO E ARMAZENAGEM DE LÍQUIDOS, LDA. (“TANQUIPOR”):
- Cedência (em Maio), pela QUIMIGAL à EDP de uma quota de 78 000 contos i.e. 30% do capital social (composição actual do capital social: QUIMIGAL: 2 quotas no total de 191, 95Kc, EDP 78 Kc contos e QUIMIPARQUE 50 contos). Aumento de actividade mas resultado líquido idêntico a 1991.
EMPRESAS EM ÁFRICA:
CICOMO – COMPANHIA INDUSTRIAL DE CORDOARIAS DE MOÇAMBIQUE, S.A.R.L. (“CICOMO”) (Nacala, Moçambique):
- Profundamente afectada pela redução de compras e demora de pagamentos pelos países da CEI.
- Procura de mercados alternativos, de racionalização de produção e de melhor aquisição de matéria-prima local (sisal).
COMFABRIL – COMPANHIA FABRIL E COMERCIAL DE ANGOLA, S.A.R.L. (“COMFABRIL”) (Luanda, Angola):
- A actividade comercial e a rentabilização do imobiliário permitem sustentar os resultados, mesmo perante a estagnação de importações por forte apreciação das divisas estrangeiras em Angola.
- A COMFATEX (subsidiária da COMFABRIL, com instalações em Viana, Angola) mantém a produção de cobertores durante grande parte do exercício, parando no 2º
CTP – COMPANHIA TEXTIL DO PUNGUÉ, S.A.R.L. (“CTP”) (Beira, Moçambique):
- Actualização de preços de venda de sacaria, mas produção fortemente restringida pela falta de matéria-prima em consequência da anulação de concursos abertos com o apoio do Banco Mundial (ficando em 27% do orçamentado).

1993
GERAL:
- Por determinação das tutelas (MIE e MF) são seleccionadas as duas instituições para avaliação do GRUPO QUIMIGAL, instrumento indispensável para calendarização da futura privatização; os trabalhos de avaliação foram iniciados.
- Com base nos arts. 491,501 e 502 do CSC, a sociedade procede à cobertura de prejuízos acumulados em algumas empresas do Grupo (c/ expressão superior a 5,1 M contos).
- A tomada de decisão de privatizar a sociedade em 1994 acarreta uma definição com a Tutela de uma estratégia para o período intercalar.
- Dentro dessa estratégia, tomando-se prioritário o reescalonamento de parte da dívida MLP, prepara-se uma primeira operação para o início de 1994 (7,0 M contos)
- A sociedade suporta no exercício perdas cambiais superiores a 2,3 M c, como reflexo da exposição cambial de balanço.
- Ao nível de exploração, verificou-se uma forte deterioração da situação da empresa, consequência das dificuldades sentidas pelas principais empresas do Grupo, cujo reconhecimento nas contas da QUIMIGAL apenas se processou neste exercício, com reflexos quer ao nível dos capitais próprios, quer dos resultados líquidos (do Relatório do Conselho Fiscal).
- O resultado líquido negativo do exercício foi do montante de – 8,03 Mc.
- Quanto da constituição das empresas, no âmbito dos processos de reestruturação, os terrenos correspondentes aos edifícios situados no parque Industrial da QUIMIGAL – Barreiro foram cedidos em regime de direito de superfície. (Nota 48/2 do Anexo ao Balanço e à Demonstração de Resultados).
- É editada pela Direcção Geral da Indústria, integrada como nº 2 na série dos “Estudos DGI – Análise Industrial”, a seguinte obra: FÁTIMA CRESPO e MANUEL SALGUEIRO: Livro Branco das Reestruturações Empresariais: Vol. I - O Caso QUIMIGAL, Lisboa, DGI, 1993.
CONSOLIDAÇÃO DE CONTAS DO GRUPO QUIMIGAL:
- A deliberação pelo accionista, na AG anual de 31/3/1993, da indispensabilidade de apresentação de contas consolidadas, leva a realizar a consolidação (método da equivalência patrimonial), sem no entanto o Relatório deixar de sublinhar a presença de um universo heterogéneo, “o que de alguma forma distorce a apreciação económico financeira do Grupo”.
GESTÃO CORRENTE:
- Foi mantida a orientação de dar particular atenção ao acompanhamento das empresas do Grupo, sendo, entre todas, objecto de cuidado muito especial a evolução da QUIMIGAL ADUBOS, S.A. Efectivamente, a crise internacional do Sector justificou um diagnóstico da dimensão adequada desta participada face aos condicionalismos decorrentes do Mercado Único (nova PAC) e às transformações no Leste da Europa. Desses estudos resultou imperativa a necessidade duma segunda reestruturação. Já neste contexto a QUIMIGAL assumiu a cobertura dos prejuízos de 1991 e 1992, por contrapartida de créditos sobre a empresa (4,3 Mc).
- Idêntica orientação foi assumida para outras empresas: AGROQUISA, ATM, LPQ e ATLANSUL, num montante global que ultrapassou os 5,1 Mc, com 4,3 Mc referentes à QUIMIGAL ADUBOS.
- A reestruturação do sector portuário, decorrente da legislação do Ministério do Mar, implicou o aumento do capital social mínimo da ATLANPORT em 140 Kc, de 60 Kc para 200 Kc, aumento esse integralmente subscrito pela QUIMIGAL a partir dos seus créditos sobre a mesma, passando a ser nela largamente maioritária.
- A privatização da QUIMITÉCNICA para o GRUPO JOSÉ DE MELLO (UNITECA) apenas se concretizou no 1º trimestre de 1993, por 650 Kc; constituindo parte integrante do respectivo contrato de venda, a QUIMIGAL alienou para a QUIMITÉCNICA a sua participação de 50% no capital social da QUIMIBOL. Ao alienar a QUIMITÉCNICA e a QUIMIBOL a QUIMIGAL reduziu ainda o volume das suas participações de, respectivamente, 1 468 e 1,5 Kc, uma vez que no momento da venda da QUIMITÉCNICA teve lugar um aumento de capital de 681 Kc (de 787 Kc para 1468 Kc, com incorporação de edifícios em regime de direito de superfície).
- O exercício de 1993 caracterizou-se pela concretização de duas participadas, na sequência de um processo encetado no exercício anterior, não tendo sido concretizada qualquer nova alienação, facto que encontrará a sua justificação na situação conjuntural da economia nacional associada à redefinição do modelo a seguir para concluir o processo de reprivatização da parte restante do grupo (do Relatório do Conselho Fiscal).
EFECTIVOS:
- Duma forma homogénea, isto é excluindo a QUIMITÉCNICA e as empresas que não resultaram do processo de cisão, o Grupo QUIMIGAL tinha, em 31/12/1992, 2292 efectivos e 1922 em 31/12/1993.
- Na QUIMIGAL verificaram-se 43 rescisões de contratos de trabalho, muito concentradas nos últimos meses de 1993.
- Conseguiu-se uma redução de 649 pensionistas, dos quais 378 por resgate do complemento das pensões de reforma.
NAS SOCIEDADES PARTICIPADAS:
AGROQUISA:
- Continuação da seca, no primeiro semestre, e do prolongamento da crise agrícola, mas inversão do declínio de vendas líquidas, mantendo-se a tendência para uma redução de prejuízos e de crescimento do cash-flow positivo.
ANILINA DE PORTUGAL:
- A recessão da indústria europeia, maxime alemã, reflecte-se na procura, mas obtém-se um novo máximo de produção, quer de anilina quer de MNB, que é escoado graças à diversificação nas vendas. No 4º semestre é aprovada a participação da A.P. no investimento de uma nova unidade de cogeração de electricidade e vapor, do Grupo, em Estarreja, que deverá arrancar no 2º semestre de 1994.
AQUATRO:
- A recessão continuada, ou mesmo agravada, do Mercado. Medidas tomadas permitem encerrar com resultado “praticamente nulo” (-6 Kc).
ATLANPORT:
- Manutenção das dificuldades relatadas em 1992. Publicação, em Agosto e Setembro, da legislação que estabelece o novo regime jurídico do trabalho portuário. Reestruturação sectorial conseguida pela celebração de um Pacto de Concertação Social no Sector Portuário, permitindo a racionalização dos efectivos, dispensando 80% dos mesmos e passando a operar com procedimentos técnicos definidos sem constrangimentos externos. Os accionistas decidem proceder ao saneamento financeiro da empresa por elevação do capital social de 60 Kc para 200 Kc, totalmente subscrito pela QUIMIGAL, com créditos sobre a empresa (passa para 70% de participação directa + 13,5% de indirecta). O Volume de Vendas decresceu de 20%, mas a reestruturação limitou as perdas a –17,36 Kc.
- Na ATLANPORT-SEPORAVE (participada da ATLANPORT, em Aveiro), verificou-se a adaptação à reestruturação do sector e à perda das cargas dos principais clientes, QUIMIGAL ADUBOS e TAGOL, que deixam de operar em Aveiro, conduz a um prejuízo de –8 Kc.
ATLANSUL:
- Plano de reestruturação e modernização dos serviços centrais e de coordenação do funcionamento das lojas. No início de 1994 conclui-se a modernização dos meios informáticos disponíveis.
ATM:
- Não se ultrapassaram as dificuldades notadas no ano anterior. Redução do volume de vendas para o Grupo, não compensada pela racionalização e contenção de custos (1992) e o esforço comercial (1993).Prejuízo de –60 Kc apesar da QUIMIGAL, como accionista único, ter absorvido uma parte dos prejuízos acumulados.
CUFTRANS:
- O efeito da abertura de fronteiras, já previsto em 1992, verifica-se no início de 1993, com redução dos serviços aduaneiros. Medidas tomadas reduzem perdas a um resultado “praticamente equilibrado” (-7,5 Kc): racionalização de efectivos, redução de custos, incremento na prestação de serviços transitários.
ENEF:
- Ano normal de exploração, com encerramento com resultados positivos, para o que contribui uma melhoria de produtividade com redução de 18% nos efectivos. Em ordem a melhorar o fundo de maneio, efectua-se em Agosto de 1993 um aumento do capital social de 1 Kc para 45 Kc, inteiramente subscrito pela QUIMIGAL – o que não diminui dificuldades de tesouraria por “arraste” de pagamentos por parte de clientes atingidos por crises conjunturais.
FISIPE:
- Manutenção da tendência de aumento de produção (35700 t) e de vendas (35227 t), em especial exportação (68%), contra, respectivamente, 28 858 t vendidas e 25% em 1988. Dificuldades do sector no País e compressão de margens de exportação, mas resultado líquido 141 Kc e cash flow 1,150 Mc.
FORUM ATLÂNTICO:
- Actividade centrada na assistência técnica à reestruturação de empresas e formação em marketing, estratégia, liderança e microinformática. A qualidade dos serviços, apesar da redução dos fundos comunitários, continua a atrair os clientes. Embora em quadro de recessão, os resultados líquidos sobem a 10 Kc (+17%).
INTERGAL:
- Considerável acréscimo de vendas (+ 65%). Contenção de custos. Afirmação da Empresa. Resultados > 30 MPts
LPQ:
- Agravamento do panorama do mercado, nomeadamente por a QUIMIGAL ADUOS deixar de recorrer a serviços da LPQ por aquisição de equipamento próprio. Dificuldades na conquista de mercado extremo por surgirem Labs não qualificados pelo IPQ que concorrem em preços ainda que sem garantias. No fim de 1993 contam-se como clientes, na análise de águas para consumo humano, 7 câmaras da península de Setúbal (BRR, MTJ, ALC, MTA, PLM, SXL, STB), e VV superior em 20%, mas resultado de –21 Kc.
QUIMIBOL:
- Esta participação foi alienada no decorrer do corrente exercício, juntamente com a QUIMITÈCNICA.
QUIMIGAL ADUBOS: Quebra de vendas de 1992 é seguida por acréscimo de 12% em 1993, mas com incerteza quanto à estabilização e dimensão do mercado nacional. Reajustamentos ao nível do CA e, num contexto adverso, novo diagnóstico que leva a uma segunda reestruturação da Empresa. Estudos detalhados ainda em curso sobre o futuro da Actividade Amoníaco no âmbito da QA, em termos sustentados. Necessidade, para viabilização da Empresa, da liberação de meios financeiros pelo Accionista. Défice
- significativo de exploração.