dezembro 12, 2005

Cronologia IV - Continuação

1997
FONTES:
- Na elaboração da informação relativa a 1997 teve-se em especial atenção os textos dos Relatórios e Contas da QUIMIGAL e da QUIMIGEST relativos a esse exercício.
GERAL:
- O acontecimento mais relevante do ano de 1997 para o futuro da QUIMIGAL foi a sua reprivatização. O Decreto-Lei nº 56-A/97, de 14 de Março, tinha estabelecido as condições do concurso público de reprivatização da QUIMIGAL, ficando definidas duas fases: a primeira relativa a uma alienação de 90% do capital social e a segunda referida aos 10% restantes.
- No quadro da reprivatização, foi dado especial relevo à importância do projecto estratégico, para a QUIMIGAL e suas participadas, visando a reestruturação e desenvolvimento do sector adubeiro e da indústria química nacionais.
- A 19 de Maio era constituída, com maioria do Grupo JOSÉ DE MELLO, a sociedade QUIMIGEST – Sociedade Química de Prestação de Serviços, S.A., tendo como objecto prestar serviços de diversas naturezas, nomeadamente de gestão operacional e inovação no âmbito do sector químico. Em 31/12/1997, o capital social da QUIMIGEST, totalmente subscrito, era de 5 Kc com a seguinte composição: SOGEFI 40% NEOFISA 27% e SAPEC Portugal, SGPS 20% (para accionistas com mais de 20%).
- Na sequência do processo de reprivatização, tendo a QUIMIGEST e outro concorrente apresentado propostas, a Resolução do Conselho de Ministros nº 144-A/97, de 14 de Agosto, homologou a proposta do júri, a qual propunha que a QUIMIGEST fosse vencedora do concurso público. O júri e o Governo concluíram ser a QUIMIGEST a concorrente que melhores condições tinha para assegurar os objectivos definidos no caderno de encargos, nomeadamente quanto ao desenvolvimento para o sector adubeiro e para a indústria química em geral, numa perspectiva de coesão estratégica do Grupo QUIMIGAL.
- A operação de compra de 90% das acções da QUIMIGAL, a 15 de Setembro, representou um investimento da ordem dos 8,140 Mc; para o financiamento desta operação os accionistas da QUIMIGEST procederam à entrega de suprimentos de um montante aproximadamente igual.
- Na Assembleia-geral da QUIMIGAL realizada em 10 de Outubro, que já teve em conta a alteração verificada na composição accionista, foram eleitos os novos titulares dos órgãos sociais.
- Com vista à implementação do processo de reestruturação e de desenvolvimento do sector adubeiro nacional, a QUIMIGEST requereu aos Ministros das Finanças e da Economia a redução de 51% para 50% da percentagem das acções da QUIMIGAL ADUBOS sujeitas ao regime de indisponibilidade previsto no processo de privatização da QUIMIGAL. A 23 de Dezembro de 1997 seria concedida à QUIMIGAL a autorização requerida, para poder vender à SAPEC, SGPS 50% das acções da QUIMIGAL ADUBOS. Dentro da mesma perspectiva, a QUIMIGAL ADUBOS, no fim de 1997, mudaria a sua designação para ADP – ADUBOS DE PORTUGAL, S.A.
- Assim, seria já no 1º semestre de 1998, mais concretamente a 12 de Fevereiro de 1998, que se procederia à alienação de 50% do capital social da ADP ao RUPO SAPEC e à compra, pela ADP, das empresas SAPEC ADUBOS (referido também no R&C 1997 da QUIMIGAL como “Divisão de Adubos e Sementes da SAPEC AGRO”), INTERGAL, ATLANPORT e ATLANSUL, estas três últimas adquiridas à QUIMIGAL.
- Relativamente aos principais investimentos no âmbito do plano de reestruturação do GRUPO QUIMIGAL, foram adquiridas pela ANILINA DE PORTUGAL as participações financeiras que o GRUPO JOSÉ DE MELLO detinha no sector químico. Com esta operação permitiu-se a inserção da UNITECA na cadeia de produção dos poliuretanos e plásticos, cujo mercado está em bom andamento, ao mesmo tempo que se prevê a obtenção de sinergias significativas decorrentes de uma gestão integrada entre a ANILINA DE PORTUGAL e a UNITECA.
- Como consequência desta operação, o Relatório e Contas do exercício de 1997 da QUIMIGAL inclui já, como Participadas, as sociedades UNITECA e suas Participadas (AQP, CLONA, QUICOM, EQ) e QUIMITÉCNICA e Participadas (LUSICAL, QUIMIBOL e SEC).
- Na sequência da referida estratégia para o sector químico e procurando conseguir uma melhor racionalidade económica para as empresas e accionistas, seria aprovado, também já em 1998, um projecto de fusão por incorporação entre as sociedades QUIMIGAL e ANILINA DE PORTUGAL, que se previa então concluir até ao fim desse ano.
- Durante o ano de 1997, a economia portuguesa, à semelhança da maioria dos países da União Europeia, continuou a evoluir favoravelmente. As exportações portuguesas na sua maioria para os países da U.E" evoluíram favoravelmente, confirmando a recuperação do sector exportador. As empresas do sector químico, pelo facto das suas actividades estarem ligadas à evolução do PIB, viram os seus negócios crescer de forma sustentada. A taxa de desemprego reduziu-se ligeiramente. A estabilização da inflação e a manutenção das taxas de juro a níveis equivalentes a outros países da U.E. eram considerados como condições para que, em 1998, o clima favorável de investimento e de crescimento se mantenham.
SOCIEDADES HOLDING:
QUIMIGEST – SOCIEDADE QUÍMICA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS; S.A. (“QUIMIGEST”) - ACTIVIDADE E RESULTADOS:
- Além da intervenção já referida no processo de reprivatização da QUIMIGAL, a QUIMIGEST procedeu à prestação de diversos serviços relacionados com a estratégia e o desenvolvimento do GRUPO QUIMIGAL.
- A QUIMIGEST registou, no exercício de 1997, após a constituição de provisões para impostos e reconhecimento da proporção detida nos resultados da QUIMIGAL (90%), um lucro de 168 Kc. Este valor foi negativamente afectado pela constituição de provisões bem como pelos resultados extraordinários decorrentes das acções de reestruturação empresarial em curso nas participadas.
- O cash-flow consolidado, sem resultados extraordinários, ascendeu a 5,5 Mc, valor largamente superior ao montante dos investimentos correntes no período.
- O valor total de proveitos foi de 52,7 Mc.
- Os corpos sociais mantiveram-se sem alteração até 2 de Março de 1998 (data em que se verificou a substituição, por cooptação do Sr. Eng. João de Mello, do administrador Sr. Frederic Velge, que tinha renunciado, por motivos particulares, ao cargo de administrador).
QUIMIGAL:
- Após a 1ª fase do processo de reprivatização já referido, a QUIMIGEST detém 90% do capital social da QUIMIGAL, mantendo-se ainda (até à 2ª fase da reprivatização, já em 1998), os 10% restantes na posse do Estado.
- A QUIMlGAL continuou a sua orientação social como empresa-mãe do Grupo Químico e a sua actividade desenvolveu-se essencialmente na coordenação estratégica e financeira das empresas suas associadas.
- Os resultados líquidos da QUIMIGAL S.A., individualizada, no exercício de 1997 ascenderam a 715 Kc (para um lucro antes de impostos de 725 Kc), contra 2803 Kc no ano transacto. Os resultados operacionais ascenderam a 765 Kc, ou seja, mais 250 Kc que no ano anterior. Estes resultados não são directamente comparáveis em virtude de, em 1996, se ter utilizado o critério da equivalência patrimonial para reflectir os resultados das empresas participadas, método que não se aplicou em 1997.A diferença dos resultados operacionais para os resultados líquidos no ano de 1996 corresponde essencialmente à contabilização na rubrica de "ganhos em empresas associadas" de um montante líquido de proveitos de 1.705 Kc em 1997, as receitas suplementares atingiram 1.976 Kc, correspondendo na sua quase totalidade à comparticipação, por algumas das associadas, nos custos comuns com o pessoal, à semelhança do realizado em anos anteriores.
- Em relação ao passivo bancário, foi possível reduzir os empréstimos à QUIMIGAL do Grupo TOTTA em 2,9 milhões de contos, o que reforçou significativamente a estrutura financeira da empresa.
- Dado que em 1996 a QUIMIGAL não apresentou contas consolidadas, não foi possível fazer, no relatório do exercício, uma análise comparativa entre os resultados e a situação patrimonial do GRUPO QUIMIGAL entre 1997 e o ano anterior. Em 1997. os resultados líquidos consolidados do GRUPO atingiram o montante de 185,5 Kc, resultado que se considera afectado negativamente pela constituição de provisões, bem como pelos resultados extraordinário, decorrentes das acções de reestruturação empresarial em curso As provisões criadas tiveram como base as diferenças entre os valores contabilísticos de alguns activos que se prevê alienar no curto prazo e as respectivas estimativas de preço de mercado As acções de reestruturação referidas tiveram início logo após a privatização da QUIMIGAL e que se previa continuarem durante os anos de 1998 e 1999. Essas acções estavam enquadradas na estratégia e nos planos apresentados pelos actuais accionistas ao Governo, quando do concurso de reprivatização.
- O cash-flow consolidado, sem resultados extraordinários, ascendeu a 5,46 Mc, valor largamente superior ao montante dos investimentos correntes de 1997.
- O total de proveitos foi, em 1997, de 54,0 Mc.
- Dispondo a QUIMIGAL de elevado património imobiliário não afecto à exploração das suas associadas, foi estrategicamente decidido continuar a sua alienação. Apesar dos constrangimentos relacionados com a complexidade e morosidade dos processos de regularização jurídico-formal dos imóveis e dos relativos à aprovação de loteamentos, foi possível realizar vendas, em 1997, no valor de cerca de 750 mil contos. O processo prosseguiria em 1998, referindo já o Relatório referente a 1997 a concretização até à data da sua conclusão (13 de Março de 1998), da venda do imóvel designado “Fábrica União”, em Alcântara, Lisboa, cujo valor líquido contabilístico em 31 de Dezembro de 1997, era de 568 Mc.
- Já se referiu, supra, que, relativamente aos principais investimentos, no âmbito do plano de reestruturação do Grupo QUIMIGAL, foram adquiridas pela ANILINA DE PORTUGAL as participações financeiras que o GRUPO JOSÉ DE MELLO detinha no sector químico. Com esta operação, permitia-se a inserção da UNITECA na cadeia de produção dos poliuretanos e plásticos, cujo mercado estava em bom crescimento, ao mesmo tempo que se previa a obtenção de sinergias significativas decorrentes de uma gestão integrada entre a ANILINA DE PORTUGAL e a UNITECA:
- Quanto às responsabilidades com os complementos de reforma dos trabalhadores ex-CUF, o Conselho de Administração decidiu, após a realização de um estudo actuarial, evidenciá-las nos balanços das empresas. De acordo com o estabelecido nas directrizes de contabilidade esses valores foram registados em resultados transitados.
- O passivo remunerado consolidado situou-se, no final de 1997, em 14,3 Mc, sendo de destacar que cerca de metade corresponde a responsabilidades de médio prazo, o que permitiria iniciar o ano de 1998, no aspecto financeiro, com tranquilidade.
- Os capitais próprios consolidados e os activos líquidos consolidados totalizaram, em 1997, 12 e 50 Mc respectivamente.
- Em resultado de um contínuo ajustamento de efectivos, imposto pela competitividade existente em vários sectores em que se integram as várias Empresas, o GRUPO QUIMIGAL registou, em 31/12/97, um total de 1979 empregados, valor que não é comparável com 1996 já que, devido à privatização, outras empresas vieram integrar o ser “universo”.
- Ao nível da QUIMIGAL, S.A., individualizada, prosseguiu-se um esforço de ajustamento dos efectivos, por uma redução que se traduziu na taxa de 30%, bastante significativa de 30% se se considerarem as dificuldades acrescidas de um processo de reestruturação complexo e então na sua recta final.
- Quanto a pensionistas, na continuação da política de resgates iniciada em 1990, com grande incidência no verão de 1994, reduziu-se o número de pensionistas de 641 para 600, ou seja, para menos 6,4%.Não se pode deixar de referir que o universo de pensionistas, em 1990, totalizava 6.120.
- Em consequência do processo de reprivatização da QUIMIGAL, e de acordo com a estratégia apresentada então ao Governo, previa-se a realização, durante o exercício de 1998, de algumas operações relevantes do processo de reestruturação. O Relatório da QUIMIGAL para o exercício de 1997 relatava, como aliás já referido, que, nesse sentido, aos 12 de Fevereiro de 1998, se havia procedido à alienação de 50% do capital social da ADP ao Grupo SAPEC e à compra pela ADP das empresas SAPEC ADUBOS, INTERGAL, ATLANPORT e ATLANSUL, estas três ultimas adquiridas à própria QUIMIGAL.
- Como também já referido e na sequência da mesma estratégia, um projecto de fusão por incorporação entre a QUIMIGAL (incorporante) e a ANILINA DE PORTUGAL (incorporada) seria aprovado, na previsão da sua conclusão em 1998 para conseguir uma melhor racionalidade económica para as empresas e seus accionistas.
SOCIEDADES PARTICIPADAS:
ADP – ADUBOS DE PORTUGAL, S.A. (“ADP”):
- A QUIMIGAL ADUBOS mudou de designação, no final de 1997, para ADP – ADUBOS DE PORTUGAL, S.A.
- No Relatório da QUIMIGAL 1997 é indicada como “empresa filial participada directamente pela empresa-mãe (QUIMIGAL)”com 100% de participação.
- Em consequência do processo de reprivatização da QUIMIGAL, e de acordo com a estratégia apresentada então ao Governo para a reestruturação do sector adubeiro, previu-se a progressão, durante o exercício de 1998, de algumas operações relevantes do processo de reestruturação. O Relatório da QUIMIGAL para o exercício de 1997 relatava, como aliás já referido, que, nesse sentido, aos 12 de Fevereiro de 1998, se havia procedido à alienação de 50% do capital social da ADP ao Grupo SAPEC e à compra pela ADP das empresas SAPEC ADUBOS (também citada como Divisão de Adubos e Sementes da SAPEC AGRO), INTERGAL, ATLANPORT e ATLANSUL, estas três ultimas adquiridas à própria QUIMIGAL
- O ano de 1997 correspondeu a uma desaceleração da tendência, vinda de anos anteriores, de obtenção de bons resultados de exploração.
- Neste ano, as vendas de adubos, em volume, registaram uma quebra de cerca de 9% face ao ano anterior e os preços de venda destes produtos, contrariando a situação ocorrida nos últimos três anos, decresceram aproximadamente de 8%, em consequência de uma conjuntura internacional desfavorável e de um acréscimo de concorrência no mercado interno.
- Por outro lado, também se registaram a partir do 2º semestre deste ano quebras acentuadas dos preços dos produtos para a indústria -amoníaco e ureia -em resultado da situação degradada do mercado internacional, em especial no que se refere ao preço do amoníaco o qual atingiu no final do ano valores próximos dos custos variáveis de produção.
- Por essas razões, as vendas em 1997, foram de 21,2 Mc, menos 3% que no ano anterior e os resultados operativos registaram um valor de 2,1 Mc.
- Previa-se continuar, para 1998, com acções de reestruturação, visando a racionalização das unidades produtivas e de comercialização dos produtos.
ATLANPORT:
- No Relatório da QUIMIGAL 1997 é indicada como “empresa filial participada pela empresa-mãe (QUIMIGAL) quer directamente, quer indirectamente através de filial desta consolidada pelo método integral ”com 100% de participação.
- Em 1997, manteve-se a situação, referida no ano transacto, de elevada concorrência proveniente do porto de Setúbal e, como consequência, a manutenção de preços baixos e insuficientes para gerar margens e resultados aceitáveis.
- A esta conjuntura desfavorável juntou-se o decréscimo significativo da actividade proveniente de dois dos nossos clientes, em parte compensado pelo aumento de carga de adubos para exportação, efectuado na margem norte do porto de Lisboa.
- Como resultado, movimentaram-se menos cerca de 80 Kc que no ano anterior, o que, obviamente. se reflectiu nos resultados da Empresa.
- De referir que, para fazer face à situação, se procedeu a uma redução de efectivos, tendo-se utilizado, com tal finalidade, grande parte dos meios libertos gerados no exercício.
- As vendas atingiram 479 Kc e o resultado operativo 27 Kc.
- Em 1998, a gestão da ATLANPORT iria ser articulada com os objectivos estratégicos da ADP, na medida em que grande parte da actividade do porto dependia desta empresa. Efectivamente, no início desse exercício, a ATLANPORT seria adquirida pela ADP, como já referido.
ATLANSUL:
- No Relatório da QUIMIGAL 1997 é indicada como “empresa filial participada directamente pela empresa-mãe (QUIMIGAL)”com 100% de participação.
- No ano de 1997, a Empresa enfrentou grandes dificuldades devido a condições climáticas adversas para quem, como a ATLANSUL, comercializa produtos para a agricultura.
- Procedeu-se durante o ano ao controle, em termos qualitativos e quantitativos dos produtos em stock, eliminando-se os que não obedeciam às respectivas especificações. Esta política correctiva de uma situação acumulada ao longo de vários anos representou para a empresa um esforço muito significativo.
- No âmbito da sua recuperação, a Empresa investiu nas áreas de transporte, informática e reparação e limpeza de armazéns, para reforço da sua capacidade competitiva.
- As vendas foram de 467 Kc com um resultado operativo negativo de 7 Kc.
- Em 1998, a gestão da ATLANSUL seria articulada com os objectivos estratégicos da ADP, na medida em que grande parte da sua actividade interessa a esta empresa. Efectivamente, no início desse exercício, a ATLASUL seria adquirida pela ADP, como já referido.
INTERGAL:
- No Relatório da QUIMIGAL 1997 é indicada como “empresa filial participada directamente pela empresa-mãe (QUIMIGAL)”com 100% de participação.
- O ano de 1997 foi para a INTERGAL um dos melhores anos de sempre, tendo sido ultrapassadas as previsões.
- Assim, salienta-se que o volume comercializado atingiu cerca de 150 mil tons. Mais uma vez, a área dos adubos, que representa cerca de 70% da facturação, evoluiu muito favoravelmente.
- A comercialização de produtos de fornecedores externos ao Grupo continuou a aumentar atingindo as vendas cerca de 720 Kc.
- As vendas globais situaram-se em 4,4 Mc (mais 32% que em 1996), verba que constitui o maior valor da história da empresa.
- O resultado operativo foi de 49 Kc.
- Em 1998, a gestão da INTERGAL seria articulada com os objectivos estratégicos da ADP, na medida em que grande parte da sua actividade interessa a esta empresa. Efectivamente, no início desse exercício, a INTERGAL seria adquirida pela ADP, como já referido.
ANILINA DE PORTUGAL:
- No Relatório da QUIMIGAL 1997 é indicada como “empresa filial participada directamente pela empresa-mãe (QUIMIGAL) ”com 100% de participação.
- A ANILINA DE PORTUGAL concretizou, em 1997, conforme programado, as duas principais etapas do seu programa de expansão e optimização, que havia já tido início em finais de 1995: em Julho, a capacidade da unidade de mononitrobenzeno passou de 105 para cerca de 160 Kt/ano; e em Dezembro, a capacidade da unidade de anilina passou para 125 Kt/ano.
- Apesar das alterações que foi necessário introduzir nos circuitos produtivos, o total das vendas, incluindo operações de trading, atingiu perto de 7,2 Mc, valor superior em cerca de 15% ao registado em 1996, situando-se o resultado operativo em cerca de 361 Kc.
- Sublinha-se que a privatização da QUIMIGAL permitiu o início duma coordenação estratégica com a UNITECA, em Estarreja, o que, entre outros aspectos, se traduziu na elaboração, ainda em 1997, do Projecto Estarreja 2000. Com este projecto visa-se a consolidação deste pólo industrial como um centro da cadeia de produção de MDI / Poliuretanos. As suas linhas mestras deverão ainda ser negociadas e aprovadas durante o primeiro semestre de 1998, com as demais empresas nele envolvidas.
- Já se referiu, supra, que, relativamente aos principais investimentos, no âmbito do plano de reestruturação do Grupo QUIMIGAL, foram adquiridas pela ANILINA DE PORTUGAL as participações financeiras que o GRUPO JOSÉ DE MELLO detinha no sector químico. Com esta operação, permitia-se a inserção da UNITECA na cadeia de produção dos poliuretanos e plásticos, cujo mercado estava em bom crescimento, ao mesmo tempo que se previa a obtenção de sinergias significativas decorrentes de uma gestão integrada entre a ANILINA DE PORTUGAL e a UNITECA:
- Ainda dentro do mesmo programa de reestruturação da área de produtos químicos, foi prevista, para 1998, a fusão com incorporação da ANILINA DE PORTUGAL (incorporada) com a QUIMIGAL (incorporante), como já referido supra.
ECE:
- No Relatório da QUIMIGAL 1997 é indicada como “empresa filial participada pela empresa-mãe (QUIMIGAL) quer directamente, quer indirectamente por outra filial desta consolidada pelo método integral ”com 100% de participação.
- A produção de energia manteve-se sensivelmente ao nível do ano anterior, verificando-se um aumento das vendas internas de energia devido fundamentalmente à ampliação da capacidade de produção da ANILINA DE PORTUGAL com uma correspondente diminuição das vendas à ELECTRICIDADE DO NORTE.
- Na actividade de produção salienta-se, pelo seu efeito no agravamento dos custos de produção e diminuição de margem, o aumento de preço de aquisição médio anual do fuel-oil de 6,6% em relação ao ano anterior.
- As vendas totais de 1997 atingiram 681,2 Kc, tendo crescido cerca de 10,8% em relação ao ano anterior. Para este aumento de vendas contribuiu, sobretudo, a ANILINA DE PORTUGAL, em consequência do seu aumento de consumos e da reformulação do contrato de fornecimento de vapor e energia eléctrica que entrou em vigor no início do exercício, bem como o acréscimo de vendas verificado na água industrial.
- Os resultados operativos, que atingiram no exercício 161 Kc, foram influenciados favoravelmente pela resolução da questão pendente do exercício anterior sobre o tarifário reclamado pela ELECTRICIDADE DO NORTE e pelo pagamento da compensação devida pela DIRECÇÃO GERAL DE ENERGIA.
UNIÃO INDUSTRIAL TEXTIL E QUÍMICA - UNITECA, S.A (“UNITECA”):
- No Relatório da QUIMIGAL 1997 é indicada como “empresa filial participada indirectamente pela empresa-mãe (QUIMIGAL), através de filial desta consolidada pelo método integral ” com 100% de participação.
- Já se referiu, supra, que, relativamente aos principais investimentos, no âmbito do plano de reestruturação do Grupo QUIMIGAL, foram adquiridas pela ANILINA DE PORTUGAL as participações financeiras que o GRUPO JOSÉ DE MELLO detinha no sector químico. Com esta operação, permitia-se a inserção da UNITECA na cadeia de produção dos poliuretanos e plásticos, cujo mercado estava em bom crescimento, ao mesmo tempo que se previa a obtenção de sinergias significativas decorrentes de uma gestão integrada entre a ANILINA DE PORTUGAL e a UNITECA:
- Assim, a UNITECA e as suas Participadas passaram para a esfera QUIMIGAL como consequência da aquisição da respectiva participação pela ANILINA DE PORTUGAL. Uma maior coordenação e optimização de relações operacionais e estratégicas entre a UNITECA e a ANILINA DE PORTUGAL será um dos objectivos prioritários para o ano de 1998, a fim de se poder garantir a competitividade da Empresa no médio e longo prazos.
- A UNITECA negociou, no primeiro semestre de 1997, um novo contrato com o seu principal cliente, a DOW PORTUGAL, válido até 31/Dezembro/2007. Esse facto, juntamente com a coordenação estratégica com a ANILINA DE PORTUGAL, permitiu consolidar as perspectivas futuras da Empresa, numa área extremamente concorrencial, como é a produção e comercialização de cloro-alcalis na Península Ibérica.
- As vendas ultrapassaram, em 1997, os 5,1 Mc, o que representa um crescimento de mais de 3%, relativamente a 1996, com um resultado operativo de 770 Kc.
A.Q.P.- ALIADA QUÍMICA DE PORTUGAL, LDA (“AQP”):
- Como participada da UNITECA, esta sociedade passou para a esfera QUIMIGAL como consequência da aquisição daquela pela ANILINA DE PORTUGAL. Incluída na consolidação pelo método de equivalência patrimonial (Mapa III do R&C QUIMIGAL 1997), com 26% do capital social.
- As vendas desta empresa, na qual a UNITECA detém uma posição minoritária, foram, em 1997, de 198 Kc, o que representa um aumento de 12% em relação a 1996. O resultado operativo foi de 82 mil contos.
CLONA – MINEIRA DE SAIS ALCALINOS, S.A.
- Como participada da UNITECA, esta sociedade passou para a esfera QUIMIGAL como consequência da aquisição da participação daquela pela ANILINA DE PORTUGAL. No Relatório de 1997 da QUIMIGAL é indicada como “empresa filial indirectamente participada pela empresa-mãe (QUIMIGAL), através de filial desta consolidada pelo método integral ”com 99,99% de participação.
- A actividade da Empresa durante o ano de 1997 decorreu na maior normalidade, tendo-se atingido os objectivos no que se refere às quantidades de sal extraídas e vendidas à UNITECA.
- A produção anual totalizou 99 Kt, contra 91 Kt do ano anterior. O resultado operativo foi de 100 Kc. Para o exercício de 1998 previa-se uma actividade similar à de 1997.
QUICOM – UNIÃO COMERCIAL DE PRODUTOS QUÍMICOS, LDA (“QUICOM”):
- Como participada da UNITECA, esta sociedade passou para a esfera QUIMIGAL como consequência da aquisição daquela pela ANILINA DE PORTUGAL. Incluída na consolidação pelo método de equivalência patrimonial (Mapa III do R&C QUIMIGAL 1997), com 42,26% do capital social.
- Durante 1997, foi alargada a gama de produtos químicos comercializados pela empresa.
- Teve lugar um aumento de capital social da sociedade de 56 para 126 Kc, o que veio reforçar a situação financeira da empresa.
- As vendas foram de 1.038 Kc, mais 39% que no ano precedente e o resultado operativo situou-se nos 37 Kc.
E.Q. – ESPECIALIDADES QUÍMICAS, LDA (“EQ”):.
- Como participada da UNITECA, esta sociedade passou para a esfera QUIMIGAL como consequência da aquisição daquela pela ANILINA DE PORTUGAL. No Relatório de 1997 da QUIMIGAL é indicada como “empresa filial indirectamente participada pela empresa-mãe (QUIMIGAL), através de filial desta consolidada pelo método integral ”com 90% de participação.
- Esta sociedade tem como actividade a produção e comercialização de detergentes, decapantes e esterilizantes para fins industriais.
- As vendas, em 1997, atingiram 52 Kc, ou seja, mais 33% do que em 1996. Espera-se uma elevada taxa de crescimento em 1998
- O resultado operativo foi de 8 Kc.
QUIMITÉCNICA:
- Esta sociedade reentrou na esfera QUIMIGAL como consequência da aquisição da respectiva participação pela ANILINA DE PORTUGAL. Coerentemente, no Relatório de 1997 da QUIMIGAL é indicada como “empresa filial indirectamente participada pela empresa-mãe (QUIMIGAL), através de filial desta consolidada pelo método integral ”com 100% de participação.
- Ao longo do ano de 1997 a empresa manteve a sua actividade nas áreas de fosfato dicálcico e sulfato de alumínio, comercialização de produtos químicos e de prestação de serviços no domínio do Ambiente.
- Nesta última área, o volume de negócios conheceu significativa expansão, tendo aumentado cerca de 130% em relação ao ano anterior, mercê de um adequado aproveitamento do licenciamento concedido para armazenagem temporária de resíduos industriais.
- A evolução registada reforça a convicção de ser necessário realizar, no curto prazo, investimentos nos meios e instalações afectas ao negócio do Ambiente, por forma a que a empresa possa satisfazer eficazmente as necessidades dos seus clientes, nomeadamente através da consolidação de um serviço integrado de gestão de resíduos industriais.
- As vendas, não inteiramente comparáveis com as do ano anterior, em virtude da empresa ter deixado de produzir e comercializar cal, ultrapassaram, mesmo assim, os 3,1 Mc, tendo o resultado operativo atingido 280 Kc.
- Regista-se a alienação da participação da empresa na QUIMIPEDRA, já que esta deixou de ser considerada estratégica.
LUSICAL, COMPANHIA LUSITANA DE CAL, S.A.(“LUSICAL”):
- Como participada da QUIMITÉCNICA, esta sociedade passou para a esfera QUIMIGAL como consequência da aquisição daquela pela ANILINA DE PORTUGAL. Incluída na consolidação pelo método de equivalência patrimonial (Mapa III do R&C QUIMIGAL 1997), com 33,38% do capital social.
- A reestruturação da actividade de produção de cal, ocorrida em 1996, que conduziu à sua centralização na LUSICAL e ao encerramento do forno na QUIMITÉCNICA, não permite uma correcta avaliação comparativa com o ano de 1997, embora se tenha registado uma evolução francamente favorável.
- Estava previsto em 1998 o arranque de mais um forno, já ensaiado, com resultados positivos, que permitiria aumentar a produção da unidade.
QUIMIBOL:
- Como participada da QUIMITÉCNICA, esta sociedade reentrou na esfera QUIMIGAL como consequência da aquisição daquela pela ANILINA DE PORTUGAL. Incluída na consolidação pelo método de equivalência patrimonial (Mapa III do R&C QUIMIGAL 1997), com 50% do capital social.
- Esta empresa mantém a sua actividade centrada na comercialização de ácido sulfúrico.
- Em 1997, os negócios evoluíram favoravelmente, tendo as vendas atingido o montante de 4,5 M de francos suíços e o resultado operativo 235 Kfrancos suíços.
SEC – SOCIEDADE DE EXPLOSIVOS CIVIS, S.A.("SEC"):
- Como participada da UNITECA, esta sociedade passou para a esfera QUIMIGAL como consequência da aquisição daquela pela ANILINA DE PORTUGAL. No Relatório de 1997 da QUIMIGAL é indicada como “empresa filial indirectamente participada pela empresa-mãe (QUIMIGAL), através de filial desta consolidada pelo método integral ”com 65,85% de participação.
- A Empresa continuou o processo de consolidação da sua implantação no mercado nacional, tendo sofrido as consequências da degradação anormal dos preços registada ao longo do ano e que afectou significativamente os resultados operativos, negativos em cerca de 63 Kc.
- A facturação atingiu os 386 Kc, sendo que os explosivos de produção própria representaram já, em 1997, uma percentagem de 85%, muito superior aos 65% de 1996. Previa-se então que o ano de 1998 viesse a ser o da consolidação da Empresa nos mercados nacional e ibérico – neste a partir do 2º semestre -esperando-se uma melhoria apreciável do nível dos resultados.
FISIPE:
- O mercado favorável das fibras acrílicas e a descida de preço do acrilonitrilo. bem aproveitados pela FISIPE, nomeadamente através da penetração nos diversos mercados mundiais e atingindo a maior produção de sempre, permitiram um resultado operativo superior a 1,8 Mc, sendo o endividamento nulo no final do exercício. No Relatório de 1997 da QUIMIGAL é indicada como “empresa filial directamente participada pela empresa-mãe (QUIMIGAL)”, com 51,99% de participação.
- As vendas atingiram cerca de 14 Mc, ou seja, mais 25% que no ano anterior. Manteve-se a tendência dos anos anteriores com exportações superiores às vendas no mercado interno, representando aquelas cerca de 80%.
- Foi especialmente reforçada a posição da empresa nos mercados da União Europeia e no Magreb.
- Foi aprovado um elevado investimento de modernização da unidade produtiva, o qual será concretizado ao longo dos próximos três anos. Cerca de 10% deste projecto foi já realizado em 1997.
- O investimento atingiu o valor de 714 mil contos. visando a qualidade dos produtos, investigação e desenvolvimento, optimização capacidade produtiva e ambiente.
- Salienta-se, nomeadamente, a Unidade Piloto que permitirá a realização de ensaios com vista à redução de custos dos processos e desenvolvimento de novos produtos.
- Não obstante as incertezas que, no início de 1998, caracterizavam os mercados asiáticos, e, em consequência, as eventuais repercussões no negócio das fibras acrílicas, havia um moderado optimismo quanto aos resultados de 1998. Com efeito a modernização das instalações e conhecimento dos mercados tinham então dotado a empresa de uma maior competitividade.
ATM:
- No Relatório de 1997 da QUIMIGAL é indicada como “empresa filial directamente participada pela empresa-mãe (QUIMIGAL)”com 100% de participação.
- As vendas desta Associada, em 1997, atingiram 1.058 Kc, sendo de salientar que mais de 80% foram obtidos fora do Grupo. Por outro lado, cerca de 40% provêm de contratos anuais de manutenção de instalações de clientes, o que é vantajoso para este tipo de actividade.
- O resultado operativo foi de 86 mil contos.
- De destacar a realização de investimentos pela necessidade de renovar e de melhorar os meios de produção e assegurar procedimentos de actuação exigidos pela Certificação de Qualidade.
- Previa-se, para 1998, o reposicionamento da actividade da empresa, na sequência da reestruturação em curso para a Área de Serviços.
AQUATRO:
- No Relatório de 1997 da QUIMIGAL é indicada como “empresa filial directamente participada pela empresa-mãe (QUIMIGAL)”com 100% de participação.
- No exercício, a Empresa manteve uma carga de trabalho regular, sendo de salientar os trabalhos realizados para a engenharia do gasoduto Braga –Tuy, para a TRANSGAS, e para o projecto de ampliação da ANILINA DE PORTUGAL.
- Durante o ano foi concretizado o programa de investimentos em meios informáticos e equipamento de topografia.
- O resultado operativo atingiu 6 Kc, sendo as vendas da ordem dos 107 Kc.
CUFTRANS:
- No Relatório de 1997 da QUIMIGAL é indicada como “empresa filial participada pela empresa-mãe (QUIMIGAL), quer directamente, quer indirectamente através de filiais desta consolidadas pelo método integral ”com 87,56% de participação.
- Esta empresa aumentou significativamente o seu volume de vendas como consequência do desenvolvimento conseguido na actividade de trânsito. Assim, o volume de proveitos pela prestação de serviços cresceu 58%, no exercício, o que permitiu obter resultados operativos significativamente melhores que os alcançados em 1996 (14 Kc).
FORUM ATLÂNTICO, S.A.:
- No Relatório de 1997 da QUIMIGAL é indicada como “empresa filial directamente participada pela empresa-mãe (QUIMIGAL)” com 74,50% de participação.
- Esta empresa, que se dedica à organização de empresas e formação profissional, suportou, em 1997, uma nova redução da actividade, como consequência da contracção do mercado.
- As vendas foram de 114 Kc e o resultado operativo negativo em 2 Kc.
GRANOTRANS:
- No Relatório de 1997 da QUIMIGAL é indicada como “empresa filial participada pela empresa-mãe (QUIMIGAL), quer directamente, quer indirectamente, através de filial desta consolidada pelo método integral ”com 97,70% de participação.
- No ano de 1997, procedeu-se ao saneamento financeiro da Empresa, dotando­-a de capitais próprios suficientes para o desenvolvimento normal da sua actividade.
- O seu nível de actividade, em termos de navios agenciados, foi sensivelmente igual ao verificado em 1996, mas as receitas das vendas diminuíram em consequência da facturação por navio ter sido inferior.
- As vendas foram de 60 Kc, com um resultado operativo nulo.
SGQ:
- No Relatório de 1997 da QUIMIGAL é indicada como “empresa filial participada pela empresa-mãe (QUIMIGAL), quer directamente, quer indirectamente, através de filial desta consolidada pelo método integral ”com 100% de participação.
- A empresa teve como objectivo manter e administrar a sua carteira de seguros.
- Assim, apesar da existência de alguns factores perturbadores do mercado segurador, foi possível atingir praticamente o volume de negócios do ano anterior e, através de uma gestão de custos criteriosa, manter o nível de resultados.
COMFABRIL :
- No Relatório de 1997 da QUIMIGAL foi mencionada como excluída da consolidação, por “restrições severas e duradouras sobre o seu controlo”, explicitando-se uma participação directa da QUIMIGAL de 95,69% (Mapa II do R&C QUIMIGAL 1997).
- Durante o ano de 1997, a actividade da empresa privilegiou dois vectores fundamentais: regularização da situação jurídico-formal do seu património de modo a criar-lhe condições para a sua normal exploração e desenvolvimento de actividade comercial em novas áreas, particularmente nas de adubos e produtos químicos.
- Este esforço foi, contudo, afectado pela manutenção de condições desfavoráveis à actividade económica, resultantes, sobretudo, da dificuldade de assegurar cobertura cambial para a importação de bens, nas operações de fixing.
- Esta razão impediu também a retoma da laboração da associada COMFATEX que, ao longo do ano, se manteve sem qualquer actividade.
- O dossier do Edifício-Sede continuou a evoluir nas instâncias judiciais, sendo agora previsível que uma decisão sobre este contencioso pudesse ter lugar em 1998.
CICOMO:
- No Relatório de 1997 da QUIMIGAL foi mencionada como excluída da consolidação, por “restrições severas e duradouras sobre o seu controlo”, explicitando-se uma participação directa da QUIMIGAL de 98,84% (Mapa II do R&C QUIMIGAL 1997).
- A incapacidade de resposta da produção moçambicana à procura de sisal e o custo não competitivo desta matéria-prima, quando importada, condicionaram a actividade da empresa, não lhe permitindo atingir o equilíbrio da sua exploração.
- Para além desta dificuldade, a empresa debate-se também com outros constrangimentos nos planos energético, logístico e de mão-de-obra que afectam a sua normal actividade e rendibilidade da exploração.
- Admitia-se que, no ano de 1998. fosse definida uma nova estratégia que permitisse inverter a actual situação de crise em que a empresa tem vivido. Essa estratégia teria de passar pela obtenção de fornecimentos regulares e suficientes de sisal,.realização de alguns investimentos de modernização, intervenção directa na comercialização de fio de sisal nos mercados externos e associação com terceiros que tragam novos “apports” à empresa.
CTP:
- No Relatório de 1997 da QUIMIGAL foi mencionada como excluída da consolidação, por “restrições severas e duradouras sobre o seu controlo”, explicitando-se uma participação directa da QUIMIGAL de 99,64% (Mapa II do R&C QUIMIGAL 1997).
- Durante o ano de 1997, a situação da empresa agravou-se em consequência da liberalização das importações de sacaria e do aumento da concorrência. Estes factos provocaram uma acentuada queda do preço dos produtos e dificuldades de tesouraria que afectaram um normal aprovisionamento.
- Face a esta situação, a CTP tem-se limitado a produzir saco a partir de manga sintética. procurando, com um custo mínimo, absorver mão-de-obra de que dispõe em excesso.
- Para além da necessidade de reintrodução de taxas aduaneiras que defendam a produção nacional e do cancelamento da dívida bancária relacionada com a Herdade da Metuchira, o futuro da empresa exige uma forte redução dos custos de estrutura, só possível com a instalação na sua área industrial de outras empresas com que possa partilhar aqueles custos e pela realização de investimentos que permitam assegurar de novo a produção de filme e a tecelagem. Previa-se desenvolver essa estratégia em 1998.


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