dezembro 12, 2005

Cronologia IV - Continuação

QUIMIPARQUE:
- Continua a crescer em 1993, embora a ritmo mais moderado. Numero final de clientes nos 2 parques: 250 empresas. Investimento feito no Programa RENAVAL para recuperação da área norte do P.I.Barreiro: montante global de 335 Kc. Em vias de conclusão o Plano de Urbanização do Parque do Barreiro. VV 1,5 Mc c/ resultado bruto (antes de impostos) de 12,6 Kc.
QUIMITÉCNICA:
- Esta participação foi alienada durante o corrente exercício.
SERCARGA:
- Cumpre a função de controlo e acompanhamento das participadas. Perde a maioria de 85% de capital que tinha na ATLANPORT por não lhe ser possível acompanhar o aumento de capital daquela. Exploração equilibrada e resultado positivo, ainda que discreto (1,3 Mc).
SGQ:
- Redução significativa de proveitos, face a menos serviços no Grupo, mas resultado mantém-se positivo, mercê da contenção observada.
TANQUIPOR:
- Acentuada quebra na movimentação de produtos petrolíferos, com realce para o fuel e resíduo de vácuo. Movimentação de líquidos: 939 Kt vs/ 1364 Kt no ano anterior. VV 565 Kc ( + 3,5% que 1992); RB (antes de impostos) ~ + 27 Kc. Contactos com várias empresas transformadoras, esperando dar início em breve à construção de novos tanques para produtos químicos.
EMPRESAS EM ÁFRICA:
COMFABRIL:
- Prosseguimento das acções para incrementar actividade comercial, apesar das dificuldades da conjuntura angolana. Situações anormais, acarretando danos em diversas instalações. O Edifício Sede permanece ocupado, apesar de praticamente desocupado pelo M.Finanças, mantendo-se a actuação junto das autoridades angolanas, para devolução.
COMFATEX :
- Ritmo irregular, por carência de matéria-prima para o fabrico de cobertores.
CICOMO e CTP:
- Paragens prolongadas na CTP e CICOMO por dificuldades de abastecimento de matéria-prima. É praticamente irreversível a paragem da actividade têxtil da juta na CTP. Retoma, no 2º semestre e após diversas dificuldades na aquisição de matérias-primas. importada, da produção de sacaria de ráfia.

1994
GERAL:
- Esperando-se que o processo de reprivatização da Empresa ocorra até ao final do 1º semestre de 1995 e por exigência desse processo foram, concluídas as avaliações do Grupo QUIMIGAL.
- Como consequência da decisão de reprivatização da Empresa, tomada em 1994, houve que definir com a Tutela uma estratégia para o período intercalar.
- No quadro dessa orientação, tomou-se prioritário transferir para a PARTEST – Participações do Estado, SGPS, S.A. as acções representativas do capital social da QUIMIPARQUE, pelo valor de 14,8 M contos.
- O resultado líquido do exercício foi positivo (0,570 M contos).
- Verificou-se uma redução em 5,8 M contos do endividamento bancário global, embora ainda se mantenha em valores significativos (passa de 17,0 M contos para 11,3 M contos).
- Foi mantida a orientação de dar particular atenção ao acompanhamento das empresas do Grupo, sendo, entre todas, objecto de cuidado muito especial a evolução da QUIMIGAL ADUBOS, S.A. Efectivamente, a crise internacional do Sector tinha justificado em 1993 um diagnóstico da dimensão adequada desta participada face aos condicionalismos decorrentes do Mercado Único (nova PAC) e às transformações no Leste da Europa. No presente exercício foram realizados os trabalhos relativos à reestruturação diagnosticada.
- Foram adoptadas acções de reforço da estrutura financeira de outras empresas como a ATM e ATLANSUL através de aumento de capital que atingiram no total os 185 milhares de contos.
- Noutras áreas, concretizou-se a viabilização da ATLANPORT, em consequência da reestruturação no sector portuário decorrente da legislação do Ministério do Mar tendo esta participada registado melhorias substanciais nas despesas com o pessoal, a par de uma regularização financeira integral dos seus compromissos com a Segurança Social.
- Em 1994 procedeu-se à constituição de uma nova empresa do Grupo designada por ECE - Empresa de Cogeração de Estarreja, Lda. que possui uma nova unidade de cogeração de electricidade e vapor, tendo já adquirido o estatuto de Produtor Independente.
- Embora com um processo de reprivatização ocorrido na sua maior parte em 1994, foi já em 1995 que se verificou a concretização da alienação do LPQ.
CONSOLIDAÇÃO DAS CONTAS DO GRUPO QUIMIGAL:
- Por solicitação da Empresa, em consequência do processo de privatização, foi esta excluída da Consolidação de Contas.
EFECTIVOS:
- Procedeu-se ao resgate de um número muito elevado de pensões de reforma (de 4861 para 997 em 31/12, i.e. cerca de 80%) e à rescisão de um número significativo de contratos individuais de trabalho. O número de pessoas activas, ao serviço da empresa, em 31/12, passou de 128 para 96 (os números ao serviço do Grupo não constam do Relatório de 1993, mas podem ser deduzidos, salvo critério homogéneo, i.e. sem consideração do pessoal da AGROQUISA e TANQUIPOR, do relatório de 1995).
EMPRESAS PARTICIPADAS:
AGROQUISA:
- O primeiro semestre do ano de 1994 foi caracterizado ainda pela atenuação da seca de 1993 e pelos problemas de ajustamento da agricultura portuguesa no contexto europeu. No entanto, continuação da anterior evolução positiva das vendas líquidas e inversão de forma significativa, em 1994, dos prejuízos apurados no exercício de 1993, apresentando a Empresa um resultado líquido de 34 milhares de contos, bem como um “cash-flow” positivo que ultrapassou os 180 milhares de contos. De registar igualmente o reembolso à QUIMIGAL, SA. de uma parte significativa de dívida, no montante de cerca de 208 milhares de contos.
ANILINA DE PORTUGAL:
- A recuperação da indústria química europeia conduziu a uma animação da procura. Aumento de produção e de vendas, estas por diversificação de clientes e por estreitamento de colaboração com alguns grandes produtores europeus.
ECE – EMPRESA DE CCOGERAÇÃO DE ESTARREJA, LDA. (“ECE”):
- A ECE, com a sua nova instalação de cogeração, arrancam no 4º Q de 1994. Capacidade: 6,2 MW e ~3 t/h de vapor. Clientes: AP, empresas do pólo de Estarreja e EDP, com reforço da competitividade energética local. Apoio de 100 000 c do SIURE.
AQUATRO:
- Não melhora a situação relativamente ao período anterior. Procura de nichos. Resultado positivo muito discreto (630 c).
ATLANPORT:
- A redução do volume de vendas por abaixamento de tarifas portuárias é compensada pela redução dos custos de mão-de-obra, invertendo o sentido dos resultados e dando um lucro líquido positivo de 3,6 Kc. Por contracção de empréstimo a MLP, a Empresa solve as suas dívidas à Segurança Social.
- ATLANPORT / SEPORAVE: Idêntica adaptação às circunstâncias, com resultados positivos. No fim do ano, a ATLANPORT decide alienar esta sua Participada.
ATLANSUL:
- Em 1994, a concretização de um programa de reestruturação e modernização do serviço das lojas conduziu a uma redução dos prejuízos, que se situaram em -8,9 Kc. Considera-se consolidada a recuperação da Empresa por actuação nas vertentes informática, dinamização comercial e redução de meios humanos (apresentando-se um cash-flow de 8,4 Kc).
ATM:
- Não se verificou a esperada recuperação, ainda que se tenha compensado a redução de procura interna do Grupo por racionalização e contenção de custos (1992 e 1993) e esforço de comercialização (1994). Apesar do aumento do volume de vendas em 62% relativamente a 1993 (como se refere no relatório de 1995) e da entrada de dinheiro fresco pela QUIMIGAL, elevando o capital a 185 Kc, os resultados 1994 apresentam o prejuízo de –10,3 Kc. Expectativas para 1995 fundamentadas no aumento de serviços externamente ao Grupo e na retoma de serviços ao Grupo.
CUFTRANS:
- O efeito da redução da actividade aduaneira foi compensado por racionalização de efectivos, redução de custos e incremento na prestação de serviços transitários, ainda que com um resultado líquido de – 2,0 Kc. Previsão para 1995 de reconversão de serviços e alargamento de actividade externa aos sócios.
ENEF:
- Actividade regular em termos de exploração. Grandes dificuldades de tesouraria, por atrasos de pagamentos de alguns maiores clientes / fornecedores, aconselhando aumento de fundo de maneio. Para o 1º trimestre de 1995, no quadro da privatização da QUIMIGAL, prevê-se venda prévia da ENEF à EDP mediante a valorização da parte eléctrica (Despacho SEI de 19/1/1995), processando-se uma aumento de capital por incorporação dos elementos produtivos e alguns edifícios que são parte integrante do imobilizado da QUIMIGAL. As actividades de água doce, salgada e telefones serão vendidas à QUIMIPARQUE, como partes integrantes e complementares daquela, agora vendida à PARTEST.
FISIPE:
- Reforço da tendência de aumento de produção e vendas, essencialmente por exportação (72%), diversificação e consolidação de mercados. Apesar das dificuldades no mercado local e compressão de margens, obteve-se um Resultado Líquido de 199 Kc e um “cash-flow” de 906 Kc.
FORUM ATLANTICO:
- Centra as suas actividades, em 1994, na assistência técnica à reestruturação de empresas e na formação em marketing, estratégia, liderança e microinformática. A qualidade dos serviços, apesar da redução dos fundos comunitários em 1994, continua a atrair os clientes. Embora em quadro difícil, os resultados líquidos são sustentados em 3,7 Kc, i.e. sensível redução face a 1993.
INTERGAL:
- Considerável acréscimo de vendas ( + 22%, para 1,82 MPts), assegurando a consolidação efectiva da Empresa no mercado espanhol. Acréscimo de vendas e contenção de custos conduzem a resultado líquido > 16KPts.
LPQ:
- Após concurso realizado no 4º Q de 1993, é alienada em 1995 por 7,5 Kc. (e assunção de 68,2 Kc de dívidas pelo comprador). Menos-valia registada na alienação já estava aprovisionada.
QUIMIGAL ADUBOS:
- Mantém-se a incerteza quanto à estabilização e dimensão do mercado nacional. Vendas estabilizadas ao nível de 1993, 15,3 Mc, mas com reforço significativo da presença em Espanha. Pela primeira vez, em alguns anos, subida, embora discreta, do preço dos adubos. Concluindo-se da viabilidade da actividade amoníaco, face a redução do preço de energia, estabilização do resíduo de vácuo e aumento do valor do produto nos mercados internacionais, pelo que esta re-arranca em Setembro de 1994. Apesar dos esforços de compressão, a empresa mantém um défice significativo, que se espera melhorar com equilíbrio de contas em
1995.
QUIMIPARQUE:
- Estabilização do volume de facturação, com manutenção do mesmo volume de clientes em ambos os Parques (250). Conclusão do Programa RENAVAL para recuperação da área norte do P.I.Barreiro: montante global nos dois exercícios (1993 e 1994): 810 Kc. VV 1,6 Mc c/ resultado bruto (antes de impostos) de 104 Kc. De acordo com orientação do accionista (D.Conjunto de 12/10/1994), a participação é alienada à PARTEST – Participações do Estado, SGPS, por contrato no final de 1994.
SERCARGA:
- Cumpre a função de controlo e acompanhamento das participadas. Em curso negociações com o outro accionista para reestruturação de participações no capital social.
SGQ:
- Recuperação de proveitos, face a mais serviços no Grupo, nomeadamente actualização de apólices e coberturas, retoma da QUIMIGAL ADUBOS e lançamento da ECE. O resultado mantém-se positivo, mercê da contenção observada, e sensivelmente idêntico ao de 1993 (1,17 Kc).
TANQUIPOR:
- Acentuada quebra na movimentação de produtos petrolíferos, com realce para o fuel e resíduo de vácuo. Movimentação de líquidos: 462 Kt vs/ 938 Kt no ano anterior, registando-se como positivo o arranque da actividade Amoníaco. VV 503 Kc (- 12% que 1993); RLíquido ~ + 28 Kc. Contactos com várias empresas transformadoras, esperando dar início em breve à construção de novos tanques para produtos químicos – estando um caso em fase adiantada de concretização.
EMPRESAS EM ÁFRICA:
COMFABRIL:
- Prosseguimento das acção dinamizadora da actividade comercial, desenvolvendo actuação em agências (Luanda, Lobito, Namibe / Lubango e Cabinda). Valorização dos armazéns da Boavista, Luanda. Permanece em aberto o litígio sobre o Edifício Sede. Constituição, com accionistas locais, da empresa de segurança ARGOS S.A., de que a COMFABRIL é maioritária e que tem excelente aceitação.
COMFATEX:
- Mantém-se irregular o ritmo de produção de cobertores, por carência de matéria-prima e dificuldades de utilização da actividade fabril, que justificam medidas em curso.
CTP:
- Actividades marcadas por dificuldades de abastecimento de matéria-prima e por elevados custos financeiros. Sustentou-se a produção de sacos de ráfia e desmontou-se o equipamento obsoleto da linha de juta, para oferecer espaços e infra-estruturas para outras utilizações (projectos industriais de vulto). Previsão de um aumento de capital da CTP em 1995, com objectivo idêntico ao da CICOMO.
CICOMO:
- Actividades marcadas por dificuldades de abastecimento de matéria-prima e por elevados custos financeiros. Produção de fio de sisal interrompida por 3 m em consequência do ciclone Nadia. Próximo do fim do ano, inicia-se a tramitação de um aumento de capital destinado aos actuais accionistas, para redução de dívidas em divisas e melhoria dos rácios económico-financeiros da sociedade.

1995
GERAL E QUIMIGAL “HOLDING”:
- No 1º semestre de 1995: alienação da LPQ, por concurso público, e da ENEF à SLE, empresa do universo EDP, conforme orientações da Tutela.
- Publicação, em 1995, do Decreto-Lei regulador da reprivatização da QUIMIGAL bem como do respectivo caderno de encargos. Tentativa de reprivatização da QUIMIGAL em Junho de 1995, mas cujo concurso ficou deserto – quer para a QUIMIGAL e a totalidade do Grupo QUIMIGAL, [quer para a QUIMIPARQUE, simultaneamente posta a concurso]. Procedendo-se à abertura de propostas parcelares, foram vendidos 90% da AGROQUISA e da TANQUIPOR. A tentativa de reprivatização de 90% da QUIMIGAL ADUBOS, com existência de duas ofertas concorrentes, não foi concluída, sendo anulado, já em 1996, o respectivo concurso público por RCM.
- Foi alienado um número significativo de bens imóveis não afectos, especialmente no 2º semestre de 1995.
- O produto destas vendas e das alienações supra-mencionadas destinou-se integralmente à amortização da dívida de médio-prazo.
- Foi deferido o requerimento de exclusão da consolidação de contas.
- Segundo instruções do Accionista, foi lançado ainda em 1995 o processo de actualização da avaliação das empresas mais significativas, com vista à privatização da QUIMIGAL programada para 1996.
- Prosseguiram os esforços de redução do pessoal: de uma forma homogénea i.e. excluindo o pessoal de empresas alienadas e de empresas que não resultam do processo de cisão (FISIPE, ATLANSUL, “AFRICANAS”) o Grupo passou de 1439 (31/12/1994) a 1266 elementos (31/12/1995); na “holding” de 96 a 72.
- Prosseguiram os esforços de resgate de complementos de pensões, reduzindo-se no exercício o número de pensionistas de 997 para 771.
- Resultado líquido sem o efeito de associadas: 150 Kc; com consideração de associadas, pelo método de equivalência patrimonial:> 650 Kc.
EMPRESAS PARTICIPADAS:
AGROQUISA:
- Alienados em Agosto de 1995, no quadro do concurso de privatização do Grupo QUIMIGAL e da QUIMIPARQUE, 90% da participação, restam à QUIMIGAL os 10% destinados a empregados, pequenos accionistas e emigrantes e a privatizar em 1996, mediante RCM. Evolução relativamente favorável da Empresa, em 1995, com valores significativos relativamente a 1994 por medidas tomadas antes da privatização.
ANILINA DE PORTUGAL:
- A recuperação da indústria química europeia continua a animar a procura, com política de preços realistas, nomeadamente na área dos poliuretanos. Esta situação determina a estratégia iniciada em 1994 de aumento de capacidade de produção de anilina, aproveitando disponibilidades de hidrogénio e consumos crescentes por parte da DOW. Obtenção de novos máximos de produção, com os investimentos de optimização processual. Para continuar a satisfação do mercado, foi já aprovado um investimento de racionalização e de aumento de capacidade de 420 Kc, estando já concluído um estudo para uma expansão de 90 Kt anilina e 150 Kt MNB. Pretende-se fazer face às necessidades do mercado europeu após 1997 [R&C, pag.5]. Resultados favoráveis.
ECE:
- No 1º ano de exercício, confirmação das previsões do estudo económico de cogeração, em termos de vapor e de electricidade. VVendas 573 Kc, mas resultados pouco expressivos por reembolso de parte de dívida MP e aquisições à QUIMIGAL de equipamentos e edifícios. Por baixa dos preços de energia para 1996, prevê-se redução no VVendas, mas com manutenção da racionalidade da sua operação em Estarreja.
AQUATRO:
- Mercado bastante aquém das previsões para 1995. A perda significativa do mercado da QUIMIPARQUE relativo ao projecto RENAVAL, por conclusão deste, só muito tarde e apenas parcialmente foi compensada pela adjudicação de obras em Câmaras e trabalhos significativos para a ANILINA DE PORTUGAL, S.A. e QUIMIGAL, S.A.- mas só com efeitos a partir de 1996. Continuaram os trabalhos do projecto do gasoduto Braga - tus para a TRANSGAS, S.A. A QUIMIGAL cobriu cerca de 12 mil contos de resultados negativos transitados. Volume de obras, no fim do exercício, alimenta algumas esperanças para 1996.
ATLANPORT:
- Por força da legislação em vigor, teve de se formalizar como concessionária do porto privativo do Barreiro com licença para prestar serviços públicos, o que a levou a adquirir à QUIMIGAL, S.A. o cais e os equipamentos de movimentação, acordando com esta um plano de reembolsos do empréstimo concedido em função dos meios libertos. Actividade de 1995 na generalidade favorável, com os resultados a atingir cerca de 1,5 Kc apesar de, no exercício, se terem contabilizado as menores-valias relativas a venda da ATLANPORT/SERPORAVE e ao encerramento das contas com a TAGOL (ascenderam a cerca de 26 mil contos). Maior recurso a fornecimentos e serviços de terceiros, em virtude das reduções de pessoal operadas. Em 1996 terá de pagar parte significativa das dragagens do canal, realizadas em 1995, efectuar reparações das pontes-cais e substituir equipamento móvel que atingiu o limiar da vida útil, o que exige investimentos vultosos que em grande parte absorverão o auto financiamento previsto para este ano.
ATLANSUL:
- Após longo período de reestruturação, iniciado em 1992, foi possível aumentar as vendas de 354 para 393 Kc (i.e. + 11%), com especial destaque para os adubos embalados em sacos de 50 kg, permitindo um resultado liquido do exercício de 8,7 Kc e um "cash-flow" que atingiu 27,2 Kc. É o primeiro registo de lucros após “o longo e difícil período de reestruturação iniciado em 1992”.
ATM:
- O volume de vendas, com 752 Kc, aumentou 38;3% relativamente ao ano anterior e, porque consolidado, mostra a penetração que a ATM vai conseguindo no mercado competitivo da manutenção, mas não foi ainda suficiente para se atingir um equilíbrio económico para a empresa. O mercado em que a ATM se movimenta, com margens muito pequenas e exigindo competências técnicas e garantias de qualidade a que só é possível dar resposta com estruturas técnicas cujo custo fixo é alto, apenas se toma rentável para elevados níveis de volumes de venda. As projecções para 1996 apontam para novo crescimento importante no volume de vendas, que deverá ultrapassar 1,0 Mc e assim, a verificar-se, será provavelmente alcançado o desejado equilíbrio econ6mico da empresa. Entretanto, este exercício saldou-se por um resultado negativo de –49,3 Kc.
CUFTRANS:
- Aumento dos problemas no mercado em que a sociedade opera, consequência da diminuição de trabalho aduaneiro proveniente de alguns dos nossos clientes e sócios da empresa, bem como, da concorrência de pequenas firmas e de despachantes trabalhando por conta própria. Realizado esforço para incrementar a prestação de serviços de transitários. Aumento de 47,7% no volume de vendas global (de 180 para 266 Kc) mas os resultados de exploração foram negativos, embora de pequeno significado. Os resultados líquidos do exercício são porém bastante mais agravados (aprox.-36 Kc) por contabilizarem provisões para incobráveis e recebimentos .de cobrança duvidosa e custos extraordinários com desmobilização de pessoal. Impõe-se assim uma cobertura de prejuízos por parte dos accionistas em ordem a recompor o capital próprio da empresa. Para além desta medida de saneamento financeiro, foi levada a efeito uma redução de efectivos de forma a adaptar a sociedade à dimensão do mercado e permitir atingir, já em. 1996. uma rendibilidade económica aceitável.
FORUM ATLANTICO:
- Desenvolveu actividades nas áreas de Marketing, Estratégia, Liderança e Microinformática; áreas onde foi possível continuar a prestar um serviço de qualidade a clientes, especialmente situados na área financeira. O problema de ausência dos fundos [comunitários] continua a sentir-se, levando a uma retracção por parte dos potenciais clientes, obrigando as empresas de formação e consultoria, como a Fórum, a investirem tudo na criatividade e na redução dos custos fixos, para poderem sobreviver. Apesar de tudo, o resultado do exercício ainda foi positivo, cifrando-se nos 2,31 Kc após impostos.
FISIPE:
- A sucessão de resultados positivos, verificada durante mais de uma década, foi pontualmente interrompida neste exercício. Com efeito, a subida explosiva do preço da matéria--prima, o acrilonitrilo, para valores da ordem do triplo dos que eram praticados no período anterior, gerou uma situação muito difícil. Em consequência desse aumento, assistiu-se a uma contracção na compra da fibra donde resultaram dificuldades que, felizmente, foram ultrapassadas em virtude da s6lida situação financeira da empresa. Mesmo assim foram investidos cerca de 900 Kc, com um endividamento de 640 Kc e um resultado líquido e "cash-flow" de, respectivamente,-572 Kc e +234 Kc. O valor da exportação atingiu cerca de 15% dos totais vendidos. Entretanto, para 1996, projecta-se um exercício normal face ao retomo para os preços usuais do acrilonitrilo, prevendo-se resultados já positivos.
INTERGAL:
- Deve este exercício ser considerado como um muito bom ano, especialmente no campo dos fertilizantes, uma vez que permitiu um forte incremento das vendas dos mesmos. Tal facto tomou possível, por outro lado, utilizar cada vez mais ou até mesmo saturar a capacidade produtiva da QUIMIGAL ADUBOS e respectiva rentabilização. Evolução positiva mas com normalidade nas restantes áreas. Como facto negativo, o não ter podido operar para o mercado Angolano como se previa inicialmente. Resultados, francamente satisfat6rios, podendo considerar-se o ano globalmente como o melhor dos últimos cinco anos.
QUIMIGAL ADUBOS:
- Os resultados satisfatórios cifram-se em cerca de 800 Kc antes de impostos e explicam-se por três ordens de razões: a) sem dúvida resultado das acções de reestruturação desenvolvidas persistentemente nos últimos anos e aplicação de uma política comercial acertada; 2) bons preços do amoníaco verificados no mercado mundial, bem como de ligeiro aumento do consumo de adubos no mercado europeu, o que permitiu à empresa colocar a preços razoáveis os excedentes de produção e atingir um volume de vendas de 20 Mc, +25% mais que em 1994; 3) o reflexo do apoio anterior da QUIMIGAL “holding”. As perspectivas futuras são favoráveis, embora se devam prever cotações do amoníaco. mais próximos do valor normal. A tentativa de reprivatização de Junho de 95, como candidatura parcelar ao concurso de reprivatização da QUIMIGAL + QUIMITÉCNICA, com dois concorrentes, saldou-se pela anulação do respectivo concurso público, já em 1996.
SERCARGA:
- Teve lugar uma alteração profunda na estrutura societária pela saída da sócia TAGOL - Companhia de Oleaginosas do Tejo, S.A., concretizada por escritura pública de 3 de Maio de 1995, ficando assim a QUIMIGAL detentora de 100% do capital e esvaziando-se a razão estratégica que determinara a constituição da sociedade: a gestão das participações em empresas ligadas à movimentação das cargas das duas s6cias, QUIMIGAL e TAGOL. Neste novo contexto deixou pois de ter sentido manter a SERCARGA em actividade, pelo que a Assembleia Geral de 28 de Dezembro, especialmente convocada para o efeito, deliberou a dissolução da sociedade, com a transmissão e integração de todo o seu património, activo e passivo, no património da sócia única QUIMIGAL. No entanto, o exercício manteve-se equilibrado.
SGQ:
- A actividade foi condicionada por diversos factores, destacando-se a concentração da carteira num grupo restrito de empresas, bem como a existência de forte concorrência entre os agentes que actuam no mercado de Seguros. Através de uma gestão equilibrada alcançou-se um resultado positivo.
EMPRESAS EM AFRICA:
COMFABRIL:
- A actividade comercial da COMFABRIL reflectiu as dificuldades sentidas pela economia angolana. Para atalhar as limitações verificadas quanto à procura intentou-se diversificar a oferta e desenvolver as Agências, tendo nomeadamente sido possível, a partir de Junho, reactivar a Agência do Huambo. O aproveitamento dos armazéns da Boavista, em Luanda, do Lobito e do Namibe continuou sob permanente consideração ao mesmo tempo que prosseguiram as diligências para conseguir a entrega do Edifício-Sede. Próximo do final do exercício, e dentro da previsão legal entretanto promulgada, foi aberto o processo de aumento do capital da COMFABRIL e da participada COMFATEX, um e outro reservado a actuais accionistas.
COMFATEX:
- A abertura do processo de aumento de capital foi já acima referida. Prosseguiu-se a respectiva reestruturação, estabelecendo uma maior articulação com a COMFABRIL e produzindo cobertores dentro do padrão normal. A actividade da COMFATEX será proximamente reavaliada dentro das possibilidades de reabastecimento e de mercado que lhe estejam abertas.
ARGOS, S.A.R.L. (“ARGOS”) (Luanda, Angola):
- No seu 2º ano de vida, esta empresa de vigilância manteve uma normal actividade - com muito boa aceitação por parte dos seus clientes.
CICOMO e CTP:
- As caracterizadas dificuldades de abastecimentos e de ordem financeira, que marcaram exercícios anteriores, fizeram-se mais uma vez sentir quer quanto à CICOMO quer quanto à CTP. Os processos de aumento de capital de ambas foram formalizados durante o presente exercício.

1996
GERAL (FACTORES MAIS RELEVANTES):
- Foi concluído o processo de alienação dos 10% restantes do capital social da AGROQUISA, realizado através de OPV na Bolsa de Lisboa, no passado mês de Dezembro de 1996.
- O Conselho de Administração da QUIMIGAL HOLDING aprovou um projecto de investimento de racionalização global a realizar pela ANILINA DE PORTUGAL para expansão de capacidade, no montante de l,3 Mc.
- Foi alienado um número significativo de bens imóveis não afectos.
- Reduziu-se a dívida bancária de 7,9 Mc (em 31/12/95) para 6,0 Mc (em 31/12/96). Já em meados de Janeiro de seriam reembolsados mais 1,5 Mc, reduzindo a dívida para 4,5 Mc, o que toma mais efectiva a redução efectivamente proporcionada pelo exercício de 1995.
- Finalmente, regista-se a obtenção de resultados positivos na QUIMIGAL HOLDING e em todas as Participadas, facto que se regista pela primeira vez desde 1989. Em termos de QUIMIGAL HOLDING é de assinalar o 3° ano consecutivo com resultados igualmente positivos.
CONSOLIDAÇÃO DE CONTAS DO GRUPO QUIMIGAL:
- Em consequência da retoma do processo da reprivatização da QUIMIGAL, a ocorrer no lº semestre de 1997, foi solicitada a exclusão de consolidação de contas, o que veio a ser deferido por despacho do Secretário de Estado do Tesouro e das Finanças, de Fevereiro de 1997. Como em exercícios anteriores, foi observado o método de equivalência patrimonial, de acordo com o POC, para evidenciar as perdas e lucros das participadas na Demonstração de Resultados.
GESTÃO CORRENTE (QUIMIGAL HOLDING):
- Prosseguiram no corrente ano, a ritmo mais intenso, as acções de venda do patrim6nio não afecto, cujas vendas, reportadas a 31/12/96, atingiram o valor de 1,2 Mc, registando-se na generalidade mais-valias. O produto financeiro destas vendas destinou-se integralmente a amortizar a dívida de médio prazo.
- Prosseguiram os esforços de redução de pessoal, bem como de resgates de complementos de pensões, o que ainda envolveu o dispêndio de 0,4 Mc.
- Os encargos financeiros foram reduzidos para cerca de metade, relativamente ao ano anterior.
- O resultado liquido do exercício de 1996, sem o contributo das restantes Empresas do Grupo, foi de 1,050 Mc. Com aplicação do método da equivalência patrimonial às Associadas, a QUIMIGAL evidencia um resultado líquido superior a 2,8 Mc.
- Ainda em 1996 e segundo a orientação do Accionista, foi concluído o processo de actualização de avaliação com vista a privatização da QUIMIGAL, programada para 1997.
- Prosseguiram os trabalhos de acompanhamento das Empresas do Grupo, tendo sido registado um bom desempenho da totalidade das mesmas.
- Assim, a QUIMIGAL ADUBOS, continuando, embora mais lentamente, os trabalhos de reestruturação, teve resultados positivos significativos., superiores aos do ano transacto, como consequência de um aumento das quantidades vendidas e de uma melhoria dos preços de venda.
- A ANILINA DE PORTUGAL aumentou as suas vendas e resultados líquidos, na sequência de apreciável incremento da sua capacidade produtiva, proporcionado par investimentos significativos, encontrando-se presentemente em fase de um novo aumento de capacidade de produção de anilina e de mononitrobenzeno para fazer face às solicitações do mercado europeu após 1998.
- A ECE teve lucros em 1996, o seu segundo ano completo de exploração; tendo alcançado níveis de rendibilidade de acordo com o estudo económico relativo ao investimento na unidade de cogeração.
- A ATLANSUL registou lucros, embora o ano tenha sido difícil para os agroquímicos devido às condições climáticas.
- A ATLANPORT, empresa concessionária do porto do Barreiro, fechou o exercício com resultados satisfatórios,. embora modestos, porque a concorrência do porto de Setúbal tem vindo a. ter repercussões significativas na rendibilidade da Empresa.
- A ATM alcançou resultados pela primeira vez positivos desde que iniciou a sua actividade, e, Março de 1991.
- Na CUFTRANS e GRANOTRANS foram continuados processos de reestruturação financeira e de racionalização de efectivos. Nestas Empresas a participação da QUIMIGAL teve que ser conciliada e ajustada com os outros sócios minoritários.
- A INTERGAL continuou com uma performance notável, proveniente de vendas de adubos em Espanha; e já captou também outras actividades rentáveis como as fibras de vidro, para o que detém uma representação para certas zonas de Espanha.
PESSOAL EFECTIVO / PENSIONISTAS:
- A redução de efectivos na QUIMIGAL HOLDING começa a enfrentar uma estrutura final, pouco elástica, resultante de um processo de reestruturação complexo e que, além disso, é influenciada pela necessidade de manter operacional a Sede (Av. Infante Santo). Apesar dos esforços a redução de efectivos, em 1996, foi pouco significativa, passando de 62 para 60 activos.
- Quanto ao Grupo QUIMIGAL verificou-se equilíbrio entre entradas e saídas, mantendo-se o valor de 31/12/1995, i.e. 1266 activos.
- O número de pensionistas, durante 1996, foi reduzido de 731 para 641 (tendo partido de um universo de pensionistas que, em 1990, totalizavam 6120). Manter-se-á a política, embora se preveja uma natural desaceleração.
EMPRESAS PARTICIPADAS:
ANILINA DE PORTUGAL:
- A indústria química europeia prosseguiu, em 1996, um crescimento auto-sustentado com políticas de preços realistas que evitaram a degradação de margens, nomeadamente na área dos poliuretanos. Confirmou-se assim, como justa, a estratégia de promover o aumento de capacidade de produção de anilina, aproveitando a totalidade das disponibilidades crescentes previstas para o fornecimento de hidrogénio, por parte do seu principal fornecedor, bem como a capacidade consumidora de anilina por parte da DOW PORTUGAL, o que permitiu., no conjunto do ano de 1996, alcançar um novo máximo de produção. Em relação ao mononitrobenzeno alcançou-se igualmente um novo máximo, baseado no aumento de consumo deste intermediário por parte da anilina, e também no aumento das exportações, que representam já, no seu conjunto, cerca de 38% das vendas da Empresa. As vendas globais da anilina, incluindo operações de "trading", ultrapassaram os 6,2 milhões de contos, o que representa um significativo aumento de 14,3% relativamente a 1995. Destinado a satisfazer as solicitações do mercado, está já em plena concretização o investimento de racionalização e expansão de capacidade acima de 90 Kt/ano de anilina e de 160 Kt/ano de mononitrobenzeno, aprovado em Assembleia-geral realizada no início de 1996. Relativamente aos investimentos da anilina foi já assinado um contrato com o IAPMEI que prevê o apoio pelo PEDIP II de 500 Kc, como subsídio reembolsável, e cerca de 250 Kc como subsídio a fundo perdido. Resultados antes de impostos ao nível de 72 Kc, com um "cash-flow" de 498 Kc.
ECE:
- Confirmadas as previsões iniciais constantes do estudo que presidiu ao seu lançamento,. as vendas totais elevaram-se a 615 Kc - resultados pouco expressivos, embora com diminuição lenta, mas contínua, da dívida de médio prazo, a par da constituição de uma provisão de cerca de 8 Kc, em virtude de diferentes interpretações da legislação aplicável às tarifas de venda de electricidade à rede publica. A baixa em termos reais do preço da energia para 1997 irá traduzir-se em perdas de margens relativamente importantes, embora a rentabilidade do investimento continue a níveis aceitáveis para os seus sócios.
AQUATRO:
- Ultrapassadas as previsões, o mercado conseguido ficou 30% acima do ano anterior. Salientam-se trabalhos significativos para a ANILINA DE PORTUGAL e QUIMIGAL, que se prolongam para 1997, e os trabalhos já concluídos do projecto do gasoduto Braga-Tuy, para a TRANSGÁS. Na continuação dos apoios da QUIMIGAL às suas Participadas, foi decidida a realização de investimentos em equipamento informático e de topografia para melhoria da produtividade em 1997 . Tendo sido possível estabilizar os custos de estrutura, os resultados foram de ~ +1,3 Kc.
ATLANPORT:
- Baixa de preços, com reflexos nas margens operacionais e em resultados, devido à elevada concorrência na actividade, particularmente a proveniente do Porto de Setúbal, com o qual a ATLANPORT concorre mais directamente. Alguma instabilidade laboral no sector. Alguns agravamentos nos custos. Quanto a nível de actividade, mantidos os índices do ano anterior. Os investimentos realizados em 1996 consistiram na aquisição de um “Shiploader” para Lisboa e o início de renovação de parte do equipamento da sociedade. Destaca-se o aumento de capital de 200 Kc para 350 Kc contos e a amortização da dívida ao accionista QUIMIGAL e à Banca em geral. Os resultados foram ainda de cerca de 2,3 Kc, apresentando a sociedade indicadores que lhe permitirão, se for caso disso, endividamento para continuar o programa de investimentos.
ATLANSUL:
- Apesar das dificuldades climáticas, foi possível aumentar as vendas de 390 para 424 Kc, i.e. + 9%, com destaque para os adubos embalados em sacos de 50 kg. Obteve-se o resultado líquido de + 26,4 Kc e um "cash-flow" de 41,0 Kc sendo de referir que os resultados beneficiaram também da mais-valia extraordinária obtida pela venda de imobiliário.
ATM:
- Resultados pela primeira vez positivos (cerca. de 1,13 Kc) na existência da ATM, iniciada em 1991, com aumento de 58% das vendas relativamente ao ano anterior, fruto do incremento no domínio dos contratos anuais de manutenção e da conquista de novos clientes. As vendas para o exterior do Grupo representam já 84%das vendas totais. O esforço de investimento atingiu cerca de 53 Kc, pela necessidade de substituição de máquinas, aquisição de ferramentas e de meios informáticos face ao aumento do volume de trabalhos e melhoria de procedimentos ligados a obtenção do Certificado de Qualidade. Para adequar a estrutura financeira para o crescimento de vendas previsto para 1997, a QUIMIGAL HOLDING aprovou ainda em 1996 um novo aumento de capital de 65 Kc destinado à recomposição do fundo de maneio permanente da Empresa.
CUFTRANS:
- A CUFTRANS desenvolveu grandes esforços para iniciar a prestação de serviços globais de logística, integrando uma gestão de serviços aduaneiros e transportes complementares, o que foi conseguido nalguns casos. A redução de trabalho que se verificou na prestação de serviços aduaneiros foi compensada pelo incremento de serviços prestados no sector dos transportes, nomeadamente junto dos accionistas. Foi terminada a redução do quadro de pessoal iniciada em 1995 em ordem a adequar o efectivo à actual procura de serviços. A CUFTRANS participou no capital da GRANOTRANS, o que lhe permite a complementaridade de: serviços no campo da agenciamento de navios. Resultados positivos, traduzindo já algum equilíbrio entre custos e proveitos. A alteração da estrutura accionista, a par do aumento de capital de 40 Kc, inteiramente subscrito pela QUIMIGAL HOLDING (que agora detêm 77,77%), permitiu melhorar a sua estrutura financeira, embora não totalmente.
FORUM ATLANTICO:
- Constrangimentos ao nível da redução de custos que, pela sua rigidez, tornam difícil manter um saudável equilíbrio entre Proveitos e Custos, devido à diminuição da prestação de serviços relativamente ao ano anterior. Como se sabe, a situação respeitante aos Fundos Comunitários tem um impacto negativo nesta actividade. Foram continuadas. as acções de Formação e Assistência Técnica à Reestruturação de Empresas, nomeadamente a instituições de grande prestígio. Os resultados, embora modestos, são positivos.
FISIPE:
- Regresso a exercícios comuns, isto é, com lucros: resultados positivos de cerca de 136 Kc e "cash-flow" superior a 1,0 Mc. A factura de matéria-prima, o acrilonitrilo, apresentou reduções significativas. Investimentos baixos., comparado com exercícios anteriores. Reduzido o endividamento bancário em ~ 400 Kc. Exportações atingem cerca de 78% dos.total das vendas da Empresa. Projecta-se para 1997 um exercício normal na continuidade de resultados positivos, não obstante a retoma dos investimentos necessários à redução de custos e aumento de capacidade.
GRANOTRANS – MOVIMENTAÇÃO DE GRANEIS, LDA (“GRANOTRANS”):
- O capital social foi aumentado de 5,0 para 19,0 Kc; o que permitiu uma redução significativa da situação líquida negativa. Foi efectuada uma actualização do imobilizado, corpóreo e incorpóreo, tendo-se procedido a ajustamentos diversos os quais afectaram os resultados em cerca de 417 contos. Após amortizações e criadas provisões, o exercício encerrou com um resultado líquido de + 49 contos.
INTERGAL:
- Exercício considerado bom, especialmente no campo dos ferti1izantes, com forte incremento das vendas destes. Tal facto tomou possive1, par outro 1ado, utilizar cada vez mais ou até mesmo saturar a capacidade produtiva da QUIMIGAL ADUBOS e respectiva rentabilização. Para as restantes áreas a situação evoluiu positivamente, com destaque para a contribuição do negócio de fibra de vidro. Resultados. positivos de ~ 30 Kc, sensivelmente semelhantes aos do ano de 1995.
QUIMIGAL ADUBOS:
- Excelentes resultados de cerca de 1,6 Mc contos antes de impostos e 2,9 Mc de "cash-flow", explicados por uma continuada e acertada política comercial que permitiu aumentar os preços de venda, evitando a degradação de margens, quer no mercado interno quer na exportação, a par igualmente de um crescimento de 5.5% nas quantidades vendidas de adubo, atingindo 22 Mc, i.e. ~+ 10% que 1995. Destaca-se o retomar da habitual comparticipação em custos comuns de pessoal, interrompida desde 1994. Para 1997 prevê-se um ano difícil face à crescente competição ao nível do mercado ibérico para adubos e amoníaco e, por outro lado, é chegada a altura de substituir equipamento com mais de l2 anos de vida, o que irá absorver em investimento parte do "cash-flow" a gerar nesse ano.
SGQ:
- Actividade condicionada por diversos factores, destacando-se a concentração da carteira num grupo restrito de empresas, bem como a existência de forte concorrência entre os agentes que actuam no mercado de seguros, com tendência para a concentração dos grandes corretores e o recurso a novos canais de distribuição. Através de uma gestão equilibrada foi possível um resultado positivo.
EMPRESAS EM AFRICA:
COMFABRIL:
- Subsistiram as condições conjunturais deprimidas que se referenciaram nos relatórios anteriores. A actividade comercial ainda reduzida que caracterizou o período foi, no entanto, activada para alguns produtos que a COMFABRIL comercializa e que se revelam mais promissores. A reestruturação da agência de Luanda começou a produzir frutos, em termos de vendas na correspondente área. Apreciou-se, igualmente, a viabilidade da oferta de novos produtos, satisfazendo inclusive necessidades regionais detectadas pelas agências. Manteve-se a orientação de aproveitamento das instalações da sociedade e afinou-se a coordenação das Participadas, em especial no relativo à COMFATEX. Esta, esgotada a existência de matéria-prima, permaneceu inactiva grande parte do período, tendo já sido solicitada autorização necessária para as requeridas importações; nela foram também conduzidos, com sucesso, ensaios à escala industrial que demonstraram a possibilidade de utilização de matéria-prima de outras origens. O "dossier do "Ediffcio-Sede", na "baixa" de Luanda, permaneceu aberto e foram feitas as adequadas representações para defesa do direitos que, no caso, à COMFABRIL assistem.
CICOMO:
- Procuram-se soluções para que as dificuldades já experimentadas para produzir abaixo do limiar crítico fossem superadas, o que pareceu conseguido pelas possibilidades consideradas, e mesmo acordadas, de transformação de sisal colocado por alguns clientes. Surpreendentemente, porém, a disponibilização de sisal moçambicano para transformar em fio mostrou-se muito inferior ao que os próprios produtores haviam anunciado – levando à necessidade de preparar a fábrica para eventual recepção de matéria-prima e produção de fios de sisal exportáveis.,. a partir de sisal importado. Esta situação torna-se grave quando se constata uma evidente subalternização da produção de sisal relativamente a culturas mais retributivas e,. em consequência, as actuais produções domésticas de fibra susceptível de ser transformada em Moçambique se situam hoje incomparavelmente abaixo dos totais que a CICOMO pode transformar e já transformou – mesmo em períodos de reconhecida dificuldade.
CTP: Enfrentou , os efeitos combinadas de uma importação anunciada de sacaria e do desenvolvimento de produção concorrente, que fabrica sacos de ráfia a partir de manga plástica importada e pode assim beneficiar quer dum investimento produtivo muito reduzido sem necessidade de produção de filme e de tecelagem , quer, e muito sensivelmente, de mais baixos custos de produção, com especial relevo para as componentes da mão de obra e da energia. Tendo já estudado a possibilidade de, ela própria, produzir parte da sacaria a partir de manga, para responder à concorrência que lhe é movida, a CTP prosseguiu as diligências tendentes a manter a oferta dos seus sacos de ráfia em segmentos mais qualificados do mercado. Em paralelo, prosseguiram os esforços para valorizar o património industrial de que a Sociedade dispõe, na Beira - nomeadamente através da criação, em "joint-venture" com outros investidores, de uma empresa transformadora que, permanecendo activa na indústria de plásticos mas sem afectar a própria posição da CTP no mercado de sacaria, viesse responder a outras necessidades detectadas no mercado moçambicano.