novembro 15, 2005

Companhia União Fabril, Cronologia I _ 3ª parte

O AGRUPAMENTO POR ACTIVIDADES E O ALARGAMENTO DOS DOMÍNIOS DE EXPANSÃO

A diversificação e a expansão dos diferentes domínios de desenvolvimento anterior conduziram progressivamente à definição de um certo número de actividades fundamentais, integradas na própria C. U. F. ou individualizadas em empresas associadas.
Essas actividades, que surgiram com consequência lógica das grandes linhas de desenvolvimento da Companhia, cobrem um extenso campo de acção que engloba:

Produtos químicos de base
Metais não ferrosos
Adubos e Pesticidas
Óleos, Sabões, Detergentes e Indústrias alimentares
Têxteis
Metalo-mecânica
Navegação
Construção naval
Banco
Seguros
Tabaco
CeIulose
Tintas
Plásticos
Produtos farmacêuticos
Investigação e “Engineering”
Organização e Estudo de Mercados.

Não é fácil descrever a evolução independente destas actividades, não só pelo paralelismo do seu desenvolvimento como também pelas variadas interligações entre elas existentes.
Por isso adoptar-se-á uma ordem cronológica que dará uma ideia mais completa sobre a maneira como essa evolução se processou.
Além disso far-se-á referência, quando houver interesse, às infra-estruturas indispensáveis ao desenvolvimento destas actividades.
1948
· Entra em laboração uma nova fábrica de ácido sulfúrico pelo processo de câmaras.
· Inicia-se, no Barreiro, a produção de silicato de sódio a partir de sulfato de sódio.
· Integrada no plano de fabricação nacional de sulfato de amónio, para reduzir a importação deste produto e para fazer face ao aumento de consumo nacional, constitui-se a «União Fabril do Azoto, S. A. R. L.», em que a Companhia tem uma participação importante.
O sulfato de amónio será produzido numa fábrica localizada no Barreiro, utilizando amoníaco electroquímico produzido numa instalação em Alferrarede.
· O sucessivo desenvolvimento do Estaleiro Naval leva a um aumento sensível de actividade, que se apresenta, neste ano, cerca de cinco vezes superior à de 1937.
1949
· A «Empresa do Cobre de Angola» instala um forno de cuba no Mavoio, para a fusão local dos minérios para cobre negro, a ser refinado no Barreiro, e inicia a extracção de minérios de cobre de alto teor.
· Entra em laboração um novo complexo de produção e concentração de ácido fosfórico, destinado à produção de superfosfatos concentrados que a Companhia apresenta no mercado pela primeira vez no País e em grande parte destinados à exportação.
· É notável o incremento sofrido pela frota principal da Sociedade Geral, que é agora constituída por 39 navios, com uma tonelagem de cerca de 210 000 tdw.
Com efeito, no período do após guerra, a Sociedade Geral intensifica a sua actividade no sentido de renovar a frota, constituída, na sua maior parte, por navios velhos, já gastos e anti-económicos (87% da tonelagem com mais de 20 anos em 1939), chegando a 1949 com cerca de 50% da tonelagem correspondente a navios com menos de 5 anos.
· Ampliam-se as instalações portuárias do Barreiro, com a construção de uma nova ponte-cais, equipada com três guindastes fabricados na Companhia.
1950
· Começa a produzir-se ácido sulfúrico utilizando, pela primeira vez no País, o processo de contacto.
· A instalação de produção de ácido clorídrico, com fornos manuais, é substituída por uma fábrica com um forno mecânico do tipo Manheim, que é o primeiro deste tipo instalado no País.
· Entra em funcionamento a primeira unidade de granulação de adubos. Aparecem no mercado do País os primeiros adubos granulados de fabrico nacional.
A unidade de produção de superfosfato simples, tecnicamente desactualizada, é remodelada, com a instalação de uma nova fábrica de funcionamento contínuo.
· Instala-se, no Barreiro, uma unidade de produção de “standóleos” e óleos soprados de linhaça, para o fabrico de tintas e revestimentos.
· Esboça-se o começo de um novo período de investimentos na actividade têxtil da Companhia, justificado pela necessidade de renovar o equipamento, e adaptar a capacidade de produção ao crescimento contínuo dos mercados.
Esta remodelação é iniciada na fiação de juta, com aumento da respectiva capacidade de produção.
· Inaugura-se o refeitório número 2, para ampliar a capacidade do refeitório número 1.
1951
· Entra em funcionamento uma nova fábrica de câmaras para produção de ácido sulfúrico.
· A Metalo-Mecânica incrementa a sua actividade com o início dos fornecimentos para o mercado nacional.
· O desenvolvimento da «Secção de Produtos Farmacêuticos», representando agora novos laboratórios de grande importância, leva à constituição de uma nova Sociedade, a «UNIFA -União Fabril Farmacêutica, S. A. R. L.».
1952
· Arranca uma nova instalação de ácido sulfúrico por contacto, com a capacidade de 100 t/dia, que vai abastecer a fábrica de sulfato de amónio da «União Fabril do Azoto».
· Entram em laboração as fábricas da «União Fabril do Azoto», com as capacidades de 34 t/dia de amoníaco e 40 000 t/ano de sulfato de amónio.
· A instalação de sublimação de enxofre é remodelada, substituindo-se o sistema de aquecimento de carvão para nafta.
· Na fábrica de óleos alimentares, faz-se a montagem de uma unidade de extracção continua por hexana («De Smet» ), do modelo mais moderno e eficiente então existente e em substituição do antigo processo por meio de prensas hidráulicas.
1953
· A fábrica nº 1 de ácido sulfúrico por contacto é remodelada, passando a produzir também oleum sulfúrico.
· Instala-se no Barreiro uma unidade de sinterização para mates ustulados e para materiais cupríferos finos para refinação posterior.
· A metalurgia do chumbo é dotada de uma unidade de electrólise, que é a primeira no género do País.
Nesta instalação usa-se, como electrólito, ácido hidrofluosilícico recuperado da fabricação de superfosfato, processo resultante de trabalhos de investigação próprios, realizados neste domínio.
· A «Empresa do Cobre de Angola» procede ao levantamento aéreo de 30 000 km2 da concessão (1951-53).
No Mavoio, instala uma nova unidade de briquetagem para o aproveitamento de minérios finos.
· Efectua-se a conversão da Casa Bancária em «Banco José Henriques Totta, S. A. R. L.».
· Em virtude da necessidade da existência de um órgão central que, no Barreiro, desse assistência aos Centros de Estudo, cria-se um novo Serviço, denominado «Estudos e Projectos», que viria a ser o gérmen do futuro Centro de Investigação.
A par da assistência que presta aos Centros de Estudo, este Serviço dedica-se também ao estudo de problemas de ordem geral (poluição, corrosão, etc.) e satisfaz ainda outro objectivo de grande importância: a formação, em contacto com a actividade fabril, de elementos capazes de serem integrados num futuro organismo de Investigação.
· Efectua-se a remodelação do Controle Analítico, com a criação de um novo Laboratório Central.
· Instala-se uma nova central para produção de energia eléctrica e vapor, nas fábricas do Barreiro.
1954
· Na instalação de tratamento de cinzas (por lixiviação) começam a usar-se tambores para a
precipitação mecânica do cobre; esta instalação, que é a primeira do género no País, substitui o anterior processo estático (por meio de rigolas).
· A instalação de metalurgia do cobre por fusão e refinação é completamente remodelada.
A nova unidade permite tratar qualquer tipo de matéria-prima contendo cobre em quantidade economicamente recuperável. Deste modo, passa a ser possível o tratamento de matérias-primas de baixo teor, com maior incorporação de trabalho nacional.
· Remodela-se a instalação de ácidos gordos obtidos a partir de óleos vegetais e sebo.
· Moderniza-se o equipamento de fiação de juta, instalando-se a primeira unidade para fios grossos e médios.
Na tecelagem, instalam-se os primeiros teares circulares para o fabrico de sacos de juta.
· Constitui-se a «COMFABRIL – Companhia Fabril e Comercial do Ultramar, S. A. R. L.», para desenvolvimento do comércio entre o Ultramar e a Metrópole.
1955
· Com a instalação de um segundo forno mecânico, aumenta de cerca de 100% a capacidade de produção de ácido clorídrico.
· Acompanhando a evolução sofrida no resto do mundo pelas técnicas de fabricação de sulfato de cobre e em face de um mercado crescente que se esboça no após guerra, a Companhia encara a necessidade de remodelar as suas instalações, passando a usar outro processo de fabrico.
Assim, de 1953 a 1955, constrói-se a primeira fase das novas instalações, tendo-se substituído completamente os processos de tratamento de cobre, quer proveniente de cementos, quer proveniente de cobre refinado de outras origens.
· Aumenta a capacidade de produção das fábricas da União Fabril do Azoto, que passa a 48 t/dia de amoníaco e 60 000 t/ano de sulfato de amónio.
· Na fábrica de óleos alimentares, instala-se o primeiro grupo de neutralização contínua, que substitui o antigo processo por meio de cubas.
· Para satisfazer as necessidades do Grupo C. U. F., quer no que se refere à pintura das suas instalações fabris, quer no que se refere à pintura dos navios das suas associadas, constitui-se a «TINCO – Sociedade Fabril de Tintas de Construção, S. A. R. L.», nova empresa que se destina à exploração de uma fábrica de tintas.
· No domínio da Organização Científica do Trabalho, passa-se à racionalização do trabalho administrativo, introduzindo nos escritórios a mecanização pelo sistema de cartões perfurados.
1956
· Na fábrica de sulfato de cobre instala-se uma unidade de cristalização em vazio, com a capacidade de 25 t/dia, que permite obter cristais de sulfato tipo “neve”.
Põe-se assim à disposição da Lavoura um produto de aplicação mais fácil dos que até aí produzidos.
Remodelam-se simultaneamente as instalações de cristalização estática, com mecanização das operações, e introduzem-se aperfeiçoamentos de que resulta um aumento de capacidade da ordem dos 25% em relação ao valor nominal para o qual a instalação foi calculada, sem quebra da qualidade do produto.
· Em Alferrarede, faz-se a montagem de uma extracção contínua para óleo de bagaço, com a colaboração do Centro de Estudos de Química Orgânica.
Igualmente com o apoio do mesmo Centro de Estudos, faz-se a instalação de um lagar contínuo de azeite, em Mirandela.
· Integrada num plano nacional de progresso no domínio dos produtos de lavagem constitui-se, em conjunto com outros industriais do País, uma nova sociedade, a «SONADEL - Sociedade Nacional de Detergentes, S. A. R. L.» que se destina ao desenvolvimento da indústria dos detergentes para uso doméstico e tensioactivos para outros fins.
· Visando o auto-abastecimento da Província de Moçambique em fibras para sacaria, evitando-se leste modo a importação de juta do Oriente, constitui-se a «Companhia Têxtil do Púnguè, S. A. R. L.», com sede na Beira.
A empresa, além da actividade de cultura de plantas produtoras de fibras, nomeadamente “kenaf”, dedica-se também ao fabrico de sacaria.
A produção destina-se ao consumo interno da Província.
· Ampliam-se as instalações portuárias do Barreiro com um novo canal para barcos de calado até 30 pés.
1957
· Entra em funcionamento uma nova unidade de produção de ácido sulfúrico por contacto, que permite fazer face ao aumento de produção de superfosfatos e de sulfato de amónio da «União Fabril do Azoto».
· A instalação de metalurgia do cobre por via ígnea, no Barreiro, é complementada por uma unidade de electrólise de cobre, com a capacidade inicial de 3 600 t/ano, e uma instalação de fusão de cátodos para «wire-bars».
Esta unidade, que é a primeira do género no País, permite a produção de cobre electrolítico na forma de «wire-bars», lingotes e cátodos, a partir de ânodos de cobre resultantes da metalurgia.
Os produtos destinam-se a abastecer o mercado nacional, reduzindo substancialmente as importações.
Das lamas resultantes da electrólise recupera-se ouro e prata.
· A “Empresa do Cobre de Angola” efectua o primeiro estudo geoquímico sistemático de amplitude regional, no território português (500 km2), e faz a primeira localização, também durante este ano, do jazigo do Tetelo.
· Inicia-se um período de sucessivos aperfeiçoamentos na fábrica de ácido fosfórico, devidos à actividade do respectivo Centro de Estudos, e que conduzem a sucessivos aumentos de capacidade de produção.
· A capacidade das fábricas da “União Fabril do Azoto” é novamente ampliada, passando para 55 t/dia de amoníaco e 70 000 t/ano de sulfato de amónio.
· Instala-se um novo grupo de neutralização contínua na fábrica de óleos alimentares.
· Constitui-se, em conjunto com outros industriais, a «INDUVE – Indústrias Angolanas de Óleos Vegetais, S. A. R. L.», para industrialização das oleaginosas locais.
· Renova-se parcialmente a instalação de cordoaria mecânica e inicia-se o fabrico de «baler-twine».
· Desenvolve-se a empresa «Celuloses do Guadiana», fundada em 1952 e que tinha por fim o fabrico de papel aproveitando a celulose da palha de trigo.
A Empresa passa a dedicar-se também à produção de embalagens de cartão canelado, em que é consumido o “papel-palha”, e mais tarde à produção de papel “simili-kraft”.
· O controle analítico do Barreiro é descentralizado, com a criação de laboratórios fabris.
· Ampliam-se as instalações portuárias do Barreiro, com uma nova ponte cais.
· Instala-se o refeitório número 3.
1958
· A instalação de tratamento de cinzas de pirite é totalmente remodelada.
As cinzas começam a ser submetidas a um tratamento por ustulação clorurante, obtendo-se, além do cemento de cobre, um produto rico em ferro - cinzas de pirite purificadas - utilizado como matéria-prima na indústria siderúrgica.
Por meio de um processo adequado de lavagem dos gases lançados para o exterior recupera-se todo o ácido clorídrico e sulfúrico neles contido, que é utilizado para a lixiviação das cinzas, e reduz-se extraordinariamente a poluição atmosférica em relação ao sistema anteriormente instalado.
O minério de ferro para a indústria siderúrgica começa desde logo a ser exportado.
Esta unidade, única no Pais, permite a recuperação das cinzas de pirite provenientes de todas as fábricas nacionais de ácido sulfúrico.
· Instala-se uma nova unidade de moagem e ventilação de enxofre, de maior capacidade de produção, que passa a produzir enxofres superior e ventilado de melhor qualidade.
Permite, além disso, produzir um novo tipo de enxofre, mais actualizado: o enxofre aderente.
· Remodela-se a fábrica de óleos industriais, com a instalação de prensas contínuas (“expellers”)
· Na «Companhia Têxtil do Púnguè» entram em funcionamento as instalações de fiação e tecelagem.
· A fábrica de tintas da TINCO inicia a laboração, com o apoio técnico da C. U. F.
· No Laboratório Central do Barreiro é criado o Centro de Estudos de Análises, essencialmente destinado ao estudo de novos métodos de controlo analítico.
· No Serviço de Documentação, funcionando junto das fábricas do Barreiro, é instalado um equipamento “Filmorex”, que permite a automatização do registo e selecção de documentos.
É a primeira unidade deste tipo instalada no País.
· A área fabril do Barreiro é ampliada com a recuperação de uma nova área ao Tejo, destinada à construção de novas instalações.
A localização destas unidades, junto ao rio, torna mais racional a movimentação das matérias-primas e produtos finais.
Acrescenta-se também um parque para cargas e descargas de produtos a granel e amplia-se a armazenagem do cais.
1959
· O Centro de Estudos de Produtos Químicos prossegue na sua actividade em ordem a conseguir o melhor rendimento das instalações fabris.
Assim, cria novos tipos de aparelhagem acessória, como um aparelho de limpeza de caldeiras de produção de vapor, de que é registada patente e de que provém uma economia de mão-de-obra considerável.
· A instalação de recuperação de ouro e prata sofre completa remodelação, permitindo o tratamento das lamas das electrólises de cobre e de chumbo. A alteração do diagrama de trabalho, com aperfeiçoamentos introduzidos pelo Centro de Estudos especializado, dá a possibilidade de recuperação de selénio e bismuto.
· A «Empresa do Cobre de Angola» conclui o estudo geológico-mineiro de toda a concessão (60 000 km2).
· Entra em funcionamento uma instalação de micronização de enxofre, iniciando-se a produção de enxofre molhável micronizado.
Remodela-se o fabrico de sabão, com a instalação de uma unidade funcionando pelo processo contínuo. Obtém-se sabão de maior pureza, até então não produzido no País.
· Em Angola, iniciam a sua actividade as fábricas da «INDUVE», cujo projecto, montagem e arranque foram conduzidos pelos Serviços Técnicos da C. U. F..
A industrialização local das oleaginosas presta valioso contributo ao aumento de nível de vida e de remuneração de mão-de-obra da Província.
· Entram em funcionamento as fábricas da «SONADEL», localizadas em Alhandra e destinadas à produção de detergentes e hidrogenação de óleos.
O projecto, montagem e arranque destas instalações foram estudados e conduzidos pelo Centro de Estudos de Química Orgânica.
· A empresa «António da Silva Gouvêa», na Guiné, inicia a exploração das oleaginosas locais, com a instalação de uma unidade de prensagem e refinação de óleos alimentares, cuja montagem foi igualmente apoiada pelo Centro de Estudos de Química Orgânica.
· Instala-se a primeira unidade agrícola na «Companhia Têxtil do Púnguè».
· A Metalo-Mecânica é equipada com uma unidade para fundição mecanizada de ferro e aço.
A oficina de Caldeiraria é instalada em novo edifício e remodelada, sendo equipada com aparelhos de soldadura manual e automática e controle não destrutivo.
· O Serviço de «Estudos e Projectos» do Barreiro dá origem ao Centro de Investigação que passa a funcionar em Sacavém.
A investigação realizada incide sobre os domínios industrial e agronómico.
A investigação agronómica é realizada no centro ao nível «laboratório» e «vaso» e utiliza, por outro lado, campos experimentais espalhados pelo País.
Os seus serviços são postos à disposição do agricultor que pode ser informado sobre problemas de adubação, através de um Serviço de Análises de terras que lhe é oferecido.
A par deste existe um Serviço de Fitossanidade.
No domínio da Investigação Industrial, continua, por um lado, a dar apoio aos Centros de Estudo da Produção e aos Serviços de Vendas e, por outro lado, realiza projectos de investigação que visam o estabelecimento de novos processos e/ou novos produtos.
· O desenvolvimento da actividade de projecto e a expansão rápida da Companhia, levam à concretização de um organismo central de projectos designado por Centro de Projectos da C. U. F.
Este organismo permite:
A ligação com os restantes órgãos de projecto da Empresa, nomeadamente o Departamento de Projectos das Fábricas do Barreiro e os Centros de Estudos dos vários Sectores; e
A elaboração de projectos para o exterior.
· Tendo como âmbito dos seus estudos todo o grupo C. U. F., a expansão do Serviço de Estudos Comerciais e a sua evolução justificam uma nova designação: Serviço de Prospecção de Mercados.
· É criado um Centro de Normalização, que amplia os domínios de actividade do Serviço de Codificação e Standardização.
· Por desenvolvimento do Serviço de Documentação, cria-se o Centro de Documentação.
1960
· A fábrica número 2 de ácido sulfúrico por contacto é remodelada, para aumento de produção de cerca de 50%.
O estudo desta remodelação foi efectuado pelo Centro de Estudos, que introduz nesta fábrica, além do sistema de recuperação de calor, a recirculação de gases nos fornos de pirite, o que permite, além de uma melhor utilização do equipamento, uma maior recuperação da energia de combustão da pirite.
· Começam a produzir-se adubos compostos, pela primeira vez no País, e instala-se uma nova unidade de granulação para a produção de adubos compostos granulados.
Na preparação dos adubos compostos consomem-se matérias-primas azotadas fornecidas pela «União Fabril do Azoto».
A C. U. F. toma a iniciativa de manter em funcionamento uma rede regional de engenheiros agrónomos que cobre todo o País e que, em estreita colaboração com as entidades oficiais, contribuirá para melhorar a produtividade da Lavoura.
· A fábrica de sulfato de amónio da União Fabril do Azoto aumenta a sua capacidade para 130 000 t/ano, consumindo amoníaco nacional fornecido pela Sociedade Portuguesa de Petroquímica, além do amoníaco de fabrico próprio.
Autorizada a diversificar a sua actividade no domínio dos adubos azotados, a União Fabril do Azoto inicia a construção de um complexo fabril, no Lavradio, destinado à produção de 170 t/dia de amoníaco petroquímico, 40 000 t/ano de ureia e 100 000 t/ano de adubos nítrico-amoniacais.
· Inicia-se a preparação de alguns tipos de pesticidas de base orgânica, formulados a partir de matéria-prima adquirida no exterior.
Assim, foram sucessivamente colocadas no mercado algumas marcas comerciais de insecticidas, desinfectantes de sementes e outros. produtos.
· Lança-se no mercado sabão em pó, com cerca de 60% de ácidos gordos.
Instala-se uma nova concentração de águas glicéricas de lixívia e começa a produzir-se glicerina bruta de lixívia, subproduto do fabrico contínuo de sabão,
· Remodela-se a fiação da juta, com melhoria: produtividade e de qualidade de fabrico.
A tecelagem é equipada com os primeiros teares sem lançadeira.
· A Metalo-Mecânica inicia o fabrico de permutadores de calor, sob licença da Kellog Internacional.
· O Estaleiro da Rocha do Conde de Óbidos passa a ser explorado por uma nova empresa especializada, a «NAVALIS -Sociedade de Construção e Reparação Naval, S. A. R. L.», que se forma como base para a realização de um novo estaleiro.
Além da C. U. F., são principais accionistas da nova empresa a Sociedade Geral, a Companhia Nacional de Navegação, o Banco Totta e a Companhia de Seguros Império.
· Promove-se a melhoria do nível técnico do pessoal operário, através de cursos de formação profissional acelerada.
· A organização do trabalho administrativo prossegue, começando a preparação da instalação de um ordenador electrónico que virá substituir o equipamento mecanográfico clássico.
· Reorganizam-se os Serviços de Segurança no Trabalho.
1961
· Entra em funcionamento uma nova fábrica de ácido sulfúrico por contacto, que consome enxofre como matéria-prima.
· Remodela-se e amplia-se a instalação de electrólise de chumbo, com a colaboração do Centro de Estudos da Zona Metais não Ferrosos.
· Arrancam as primeiras unidades integradas no complexo fabril da União Fabril do Azoto, no Lavradio, e inicia-se a produção de ácido nítrico e de nitrato de amónio.
· Inicia-se a reconversão da actividade têxtil da Companhia, pelo estudo sistemático de novas actividades.
· Constitui-se a «LISNAVE – Estaleiros Navais de Lisboa, S. A. R. L.», com a colaboração de importantes estaleiros holandeses, suecos e portugueses, o que lhe permite empreender os estudos e construção do Estaleiro Naval da Margueira.
· Amplia-se a actividade bancária pela fusão do Banco José Henriques Totta com o Banco Aliança, do Porto, fundado em 1863.
· Constitui-se a «MICOFABRIL - Sociedade Industrial de Bioquímica, S. A. R. L.», com a colaboração da Real Indústria Holandesa de Fermentação, para produção de antibióticos básicos no nosso País.
1962
· Para maior eficiência de toda a actividade de óleos de oleaginosas de importação, concentra-se também no Barreiro o fabrico de óleos industriais, até esta data funcionando na Fábrica União, nas Fontainhas.
· Prosseguindo a remodelação da fábrica de óleos alimentares, instala-se uma unidade de desodorização contínua, instalação única no País e semelhante às que equipam alguns dos grandes fabricantes europeus.
· Aumenta a capacidade de produção da saponificação contínua, com a instalação de uma nova unidade.
· Constitui-se, em colaboração com a empresa americana Ludlow Corp. e com a Companhia Nacional de Fiação e Tecidos de Torres Novas, a «Sociedade de Indústrias Têxteis do Norte – SITENOR».
A nova empresa dedica-se ao fabrico de uma gama de tecidos de juta anteriormente não produzida no País, e que se destina na totalidade à exportação.
· Inaugura-se a nova fábrica de «A TABAQUEIRA», em Albarraque, com cerca de 25 000 m2 de área coberta e com uma capacidade de produção de 6 000 t/ano.
A fábrica, altamente automatizada, tem dimensão e técnica de fabrico equiparáveis às melhores unidades europeias.
· A actividade do Estaleiro Naval duplica, em relação ao período de 1953-54.
· O Centro de Investigação regista a sua primeira patente, que diz respeito a um aparelho medidor-controlador do teor em ácido sulfúrico existente na suspensão de fabrico de ácido fosfórico.
O novo processo, investigado e desenvolvido pela equipa do Centro de Investigação da C. U. F., suscitou interesse ao nível internacional, tendo sido, mais tarde, adquiridos os direitos da exploração por uma empresa francesa (C. E. G.) e uma empresa americana (Dorr-Oliver).
Um modelo do aparelho foi exposto no V Salão de Paris, a convite de uma empresa francesa.
· Desenvolvem-se as actividades pré-escolares para os filhos do pessoal.
1963
· Amplia-se cerca de 10 vezes a capacidade da. instalação de ouro e prata electrolíticos, com o objectivo de tratar não só os subprodutos das electrólises de cobre e chumbo, como o ouro existente nos minérios nacionais, cujo aproveitamento se começa a fazer no ano seguinte.
· Começa a produzir-se ureia, pela primeira vez no País, nas fábricas da União Fabril do Azoto.
Simultaneamente entra em laboração a fábrica de amoníaco petroquímico.
· Entra em laboração uma nova unidade de granulação de adubos, o que permite melhor satisfação da procura de adubos compostos granulados quer da parte da Lavoura nacional, quer dos mercados externos.
· Inicia-se a produção de sabão com 70-72% de ácidos gordos, pela primeira vez no País.
Arranca a instalação de fabrico de ácidos gordos a partir das pastas de refinação de óleos alimentares, para melhorar a qualidade deste subproduto como matéria-prima do fabrico de sabão.
· No plano de remodelação das instalações e para fazer face às crescentes necessidades de óleos alimentares, instala-se uma prensa contínua de elevada capacidade, com a respectiva aparelhagem complementar.
· Entra em laboração uma fábrica de alimentos compostos para animais, completamente automática e com grande flexibilidade de formulação (C. U. F. - Sanders).
Esta unidade, que é a primeira do seu género no País, tem uma capacidade de laboração de 10 t/hora.
· Desenvolve-se a «COMPAL – Companhia Produtora de Conservas Alimentares, S. A. R. L.», com fábrica no Entroncamento.
Inicia-se, desde logo, o estudo de um vasto plano de expansão, com instalações na fábrica do Entroncamento e numa fábrica inteiramente nova em Almeirim.
Esta nova unidade é concebida em duas fases para produções totais superiores a 6 000 t/ano de concentrado de tomate e 2 500 t/ano de tomate pelado, laborando para isso cerca de 40 000 t/ano de tomate (equivalente a 1 000 ha de cultura). A C. U. F. prossegue assim a sua política de industrialização de produtos agrícolas, a que continua a dedicar a maior atenção.
· Desenvolve-se a «SICEL – Sociedade Industrial de Cereais, S. A. R. L.», primeira empresa do País a fazer o aproveitamento integral do milho.
A empresa dedica-se à industrialização do milho por via seca, obtendo óleo de gérmen de milho, farinhas alimentares, sêmolas, e “torteaux” para alimentação animal.
A fábrica, localizada em Alcains, tem capacidade para tratar cerca de 30 000 t/ano de milho.
· Constitui-se a «PROTEXTIL – Promoção da Indústria Têxtil, S. A. R. L.», que se dedica à criação e confecção de vestuário.
· A Metalo-Mecânica começa a produzir ferro fundido especial, sob licença da Meehanite Metal, de Epson.
· Inicia-se a exploração do Estaleiro Naval pela «LISNAVE», que recebe como património a experiência e os meios de produção da anterior concessionária, a «NAVALIS».
· A C. U. F. participa na «LUSOFANE, S. A. R. L.», para o desenvolvimento da indústria da manufactura de plásticos, inicialmente no domínio da embalagem, de que é grande consumidora.
· O Centro de Projectos da C. U. F. constitui-se em empresa autónoma, a «PROFABRIL – Centro de Projectos Industriais, S. A. R. L.».
Esta nova sociedade tem por objecto «a prestação de serviços ligados à construção, planificação ou projecto de todos os tipos de empreendimentos, bem como à realização total ou parcial desses empreendimentos».
· A actividade de Organização Científica do Trabalho, juntamente com a da Prospecção de Mercados, constitui em empresa autónoma: a «NORMA – Sociedade de Estudos para o Desenvolvimento de Empresas, S. A. R. L.». Toda a experiência e conhecimentos adquiridos ao longo de anos são agora tornados acessíveis a entidades exteriores à Companhia, pondo-se assim à disposição do País uma actividade que muito pode contribuir para o seu desenvolvimento económico.
· Iniciam-se os trabalhos da Comissão Interna da Empresa, com o fim de tornar possível a contribuição do pessoal na análise dos problemas da Empresa.
1964
· Com a instalação de um forno de ustulação clorurante, aumenta de cerca de 33% a capacidade de produção do tratamento de cinzas de pirite.
· Remodela-se e amplia-se a metalurgia do chumbo, com a instalação de uma unidade de peletização (estudada pelo respectivo Centro de Estudos), para minérios e subprodutos, e de uma instalação de fusão em forno de cuba e de um forno de reverbero elipsoídrico.
· A «Empresa do Cobre de Angola» conclui a cartografia geológica de uma área de 80 000 km2 ao norte de Angola.
· Entra em laboração uma nova unidade de produção de superfosfato concentrado de maior capacidade e que substitui a existente.
Entra também em funcionamento uma nova unidade de concentração de ácido fosfórico por «combustão submersa».
Este processo é usado pela primeira vez no Pais.
Faz-se a remodelação da moagem de fosforite, com aumento da capacidade, e remodelam-se outras instalações complementares da produção de adubos, com vista à melhoria de produtividade.
· Entra em funcionamento uma unidade para produção de enxofre em placas que, num futuro próximo, será o produto que, mais actualizado, substituirá o enxofre em rolos.
· Automatiza-se o transporte e pesagem de oleaginosas, melhorando-se a eficiência do processo.
· Produz-se, pela primeira vez no Pais, sabão em fios, com cerca de 80% de ácidos gordos.
Na fábrica de ácidos gordos, com a instalação de uma nova auto clave de cisão de gorduras por alta pressão, obtém-se um maior rendimento e maior pureza dos ácidos gordos produzidos.
Também para a produção de ácidos gordos, é instalada uma nova unidade, usando um processo inteiramente novo de desdobramento de resíduos de refinação de óleos alimentares, desenvolvido no Centro de Estudos de Química Orgânica.
· Entram em funcionamento as instalações da primeira fase da nova Unidade Industrial de Tomate da COMPAL, em Almeirim, construídas apenas em seis meses, com a colaboração do Centro de Estudos de Química Orgânica e da «Profabril».
· Incrementa-se a actividade têxtil da Companhia, com o aumento da capacidade de produção e acréscimo de produtividade das instalações de fiação e tecelagem de juta.
Remodela-se o fabrico de tapeçarias, aumentando igualmente a capacidade de produção.
Cria-se um novo mercado para a expansão da gama de produtos têxteis da Empresa, com a aquisição de uma unidade para o fabrico de têxteis não tecidos e de uma unidade de flocagem eIectrostática, instaladas pela primeira vez no País.
Para a exploração desta actividade forma-se uma nova associada, a «IPETEX -Sociedade de Indústrias Pesadas Têxteis, S. A. R. L.», com fábrica localizada em Vila Chã de Ourique, perto de Santarém.
A produção da nova unidade é constituída por uma gama de produtos têxteis até à data não fabricados em Portugal, e obtidos a partir de fibras naturais, artificiais e sintéticas.
· Remodela-se o equipamento das oficinas metalo-mecânicas, com aumento da capacidade de produção e melhoria da produtividade.
O edifício de Mecânica é ampliado e altera-se o diagrama de funcionamento de forma a tornar a oficina mais produtiva.
Inicia-se também o fabrico de ferro fundido nodular .
· Inicia-se a construção do novo Estaleiro da «LISNAVE» na Margueira, com capacidade para docar petroleiros até 200 000 tdw. No projecto, que foi executado pela «LISNAVE», colaborou a «Profabril -Centro de Projectos Industriais».
· O capital e reservas do «Banco Totta-Aliança» são elevados para 221 000 contos.
· A actividade da empresa «Celuloses do Guadiana» duplica no período 1959/1964.
1965
· Em construção uma nova fábrica de ácido sulfúrico por contacto, com a capacidade de 500 t/dia.
Remodela-se completamente a fábrica de ácido clorídrico, instalando-se uma nova fábrica com forno mecânico e uma torre de absorção em grafite, com a capacidade de 15 t/dia de ácido a 33%.
· Arranca uma instalação de produção de sulfato de sódio, a partir de soluções residuais do tratamento de cinzas de pirite, com a capacidade inicial de cerca de 20 000 t/ano de sulfato de sódio.
Esta instalação, única existente no País, permite um aproveitamento mais completo da matéria-prima pirite, e integra-se no desenvolvimento da produção de celulose do País.
· Entra em laboração uma unidade de produção de Zinebe, fungicida orgânico fabricado pela primeira vez no País.
A capacidade inicial de produção é de 2 500 t/ano.
O produto destina-se a ser vendido directamente como fungicida para a agricultura ou ainda a ser utilizado como matéria-prima base para a formulação de outros pesticidas.
Instala-se simultaneamente uma unidade de formulação e embalagem de pesticidas.
· Remodela-se a instalação de extracção «De Smet» na fábrica de óleos alimentares, com aumento da capacidade de extracção.
· Entra em laboração, na fábrica do Entroncamento, uma nova unidade de produção de sumos e néctares de frutos, da COMPAL.
Nas instalações de Almeirim também se passam a produzir legumes desidratados.
· Remodelam-se as instalações da «INDUVE», em Angola.
O Centro de Estudos de Química Orgânica colabora nesta remodelação.
· As instalações da tinturaria têxtil são ampliadas e sofrem completa remodelação.
Amplia-se o fabrico de feltro de juta.
· Constitui-se, em conjunto com uma empresa sueca, a «CELBI – Celulose Billerud, S. A. R. L.», para produção de celulose solúvel pela primeira vez no País.
· O Centro de Investigação regista duas patentes: «Dispositivo para a medição contínua da densidade de líquidos» e «Aparelho medidor-controlador do teor em ácido sulfúrico e eventualmente do teor em água nas misturas de ácido acético e ácido sulfúrico».
· A «NORMA» prepara um plano de formação, em que é utilizada, pela primeira vez no País, a instrução programada aplicada à indústria.
· Remodelam-se e ampliam-se as instalações portuárias do Barreiro, com uma nova ponte-cais e a instalação de dois pórticos de 10 toneladas.
· Inaugura-se o novo parque desportivo do Barreiro

«O QUE TIVEMOS DE LUTAR... FOI MUITO. NÃO É OCASIÃO PARA SE ENUMERAR. CONSEGUIU-SE. É O PRINCIPAL.»
ALFREDO DA SILVA
10 Maio 1937

«SUCEDA O QUE SUCEDER. ALGO DE GRANDE, DE NOBRE E DE BELO CONTINUARÁ VIVENDO SEMPRE DENTRO DA FAMÍLIA CUF, A ILUMINAR A NOSSA ESTRADA DE MARCHA, A ANIMAR-NOS A TRABALHAR, A INCITAR-NOS A PROGREDIR E A ELEVAR-NOS AOS NOSSOS PRÓPRIOS OLHOS:
- O ORGULHO DE SERVIRMOS PORTUGAL, A HONRA DE SERMOS ÚTEIS À NAÇÃO.»
D. MANUEL DE MELLO
15 Março 1952

«A MAIOR OBRA SOCIAL DA COMPANHIA É, E CONTINUARÁ A SER, A CRIAÇÃO CONSTANTE DE NOVAS FONTES DE TRABALHO.»
DR. JORGE DE MELLO
18 Julho 1955

Quando se medita no que foi a evolução de uma empresa como a C. U. F. não pode deixar de se reconhecer que uma grande empresa industrial representa um dos mais notáveis fenómenos de convergência de esforços nos tempos modernos.
E o fenómeno é notável na medida em que o indivíduo se sente impelido a pôr-se incondicionalmente ao dispor de um empreendimento colectivo, pondo nele todo o entusiasmo da sua liberdade individual.
A sua participação nesse empreendimento não é por isso apenas a que lhe é pedida pela estrutura a que pertence, mas também, e em grande parte, aquela que ele por si próprio introduz nessa estrutura.
Não se pode esquecer, porém, que cada um tem a sua forma específica de valorizar a sua contribuição individual; no entanto, qualquer que ela seja, resume-se no fundo ao aperfeiçoamento das suas qualidades de convergência, na medida em que estas são o reflexo do sentimento de responsabilidade do indivíduo em relação à colectividade em que está integrado.
É dentro deste espírito que tem sido possível publicar esta revista desde há cerca de seis anos, contando-se para isso com aqueles que consideram que a apresentação de artigos constitui uma forma válida de valorização.
E é ainda dentro deste mesmo espírito que, neste número, integrado nas comemorações do centenário, não se quis deixar de incluir uma série de artigos representativos de várias actividades, como documentação desta forma de valorização dos Quadros da Companhia.

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Passagem a “scanner” e revisão por J.M.Leal da Silva aos 18 de Julho de 2002